sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O mega blaster susto que fez mamy's chorar

Ontem eu fiz aqui um desabafo. Digitado às duras penas, maior parte com apenas uma mão - porque a outra acalentava o inconsolável neném...
O Mimi's chorou tanto, mas tanto, que ficou rouco. E meu, pode falar o que for, que mãe não pode chorar junto e tals... mas eu chorei, e muito. Me doía ver o pobrezinho tão angustiado! Então liguei aos prantos pro maridão, sei lá, me dar uma luz... e pedi para que ele tentasse adiantar a consulta no pedi. Ele conseguiu para o final da tarde. 
Lá no consultório, Mimi foi examinado e pesado (ele ganhou mais 460g - isso em uma semana). Na apalpação, bem na parte onde a gente fala que é a "boca do estômago", havia uma bolinha. E essa maledeta poderia ser a tal "oliva", presente quando há estenose hipertrófica do piloro. E poderia também ser um músculo mais levantadinho pela agitação do menino. A verdade é que a hipótese foi sim, levantada. E o tratamento dessa merda de doença é cirúrgico. Pronto. Meu mundo caiu (como cantava Maysa). Não chorei lá de vergonha, mas como mãe é um bicho feito de coração e lágrimas, chegando em casa eu derreti. Eu não parava de pensar no assunto. Eu nem postei nada aqui porque de boa, sem cabeça pra mais nada a não ser rezar e chorar...
Como o pediatra já havia antes mesmo do exame clínico desconfiado desse problema, nos pediu um exame para ir adiantando o diagnóstico: a radiografia com constraste do estômago, esôfago e duodeno. Esse exame foi marcado para hoje pela manhã. O Mimi ficou em jejum desde as 3 da matina, imaginem só a fome que ele acordou! Mas mais uma vez, sofri muito porque eu via ele pedir tetão e não podia dar, de jeito nenhum!
Levantei, higienizei as peitcha e me ordenhei (precisa levar uma mamadeira com leite e uma vazia).
Já na clínica de diagnósticos, pegaram as mamadeiras e devolveram a vazia com o contraste - parecia latex de pintar parede - e disseram que era pra ele tomar tudo. Como se não bastasse, ao terminar a primeira, mandaram eu dar mais um tanto. Na sala do exame, deitamos o Miguel numa mesa e colocamos o avental de chumbo. E o exame começou. Click, click, click, e as imagens foram aparecendo na tela. Na hora, o radiografista já cantou a bola: ele tem só refluxo, não tem estenose.
Após o término do exame, esperamos mais 40 minutos, e o laudo ficou pronto. 
Ufa, parece que tiraram um tanque de guerra de cima da minha cabeça! O Miguel é perfeito por dentro, o que ele tem é mesmo o refluxo e nada mais! Não que refluxo seja bom, mas pelo menos, não necessita de cirurgia. Nem gosto de pensar no meu 'princeso' numa sala de cirurgia. Bate na madeira, 3 vezes!
As radiografias

O diagnóstico

Já liguei pro pediatra, passei o resultado do laudo e ainda contei que o contraste, que é mais viscoso, o Miguel não regurgitou. Já meu leite, que ele mamou mais tarde, ele blééérgh! Mandou pra fora rapidão. De repente, ou ele tem intolerância ao meu leite, ou ele segurou o contraste porque é mais grosso, enfim... vamos começar então fazendo uns ajustes na minha dieta (faz uma semana que troquei leite de vaca pelo de soja, cortei mate, café e uma pá de coisinhas) e a introdução de um novo medicamento.
Tenho fé agora, de que o diagnóstico é esse mesmo, sem chance de ser mais nada, e que o tratamento está sendo feito e não demora a surtir efeito! Viva!!! Glória a Deus!
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Só para concluir, hoje Miguel está calminho e dormindo bem gostosinho...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Refluxo - esse vilão maldito

Refluxo em bebês 

Muito comum nos primeiros meses de vida, o desconfortável refluxo provoca choro constante. Tudo porque o alimento, em vez de ir sempre em frente, corre na contramão
Por Camila da Veiga 

Durante a digestão, os alimentos seguem uma direção única. Há casos, no entanto, em que ocorre um desvio de rota, o que provoca o desconforto conhecido como refluxo. Os bebês, que se alimentam basicamente de líquidos, costumam ser as principais vítimas. O leite embarca numa viagem maluca, de lá pra cá, de cá pra lá - mais precisamente do esôfago para o estômago e do estômago para o esôfago. Já os sólidos não voltam na contramão com tanta facilidade. O resultado dessa contravenção digestiva é a azia, provocada pela acidez do estômago e também do esôfago. Em alguns casos, o refluxo fisiológico acontece sem o regurgito e pode até ser confundido com cólica.
A principal causa de todo esse transtorno é a pouca idade. Como um profissional ainda sem experiência e habilidade para desenvolver suas tarefas, o ainda imaturo esfíncter inferior do esôfago - uma espécie de válvula entre esse órgão e o estômago - não consegue impedir com tanta eficiência que o alimento faça o percurso inverso. Os movimentos de contração que empurram a comida - no caso, o leite - para o caminho certo também não são lá tão eficazes.

"É uma situação própria da idade", esclarece a pediatra Yu Kar Ling Koda, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Quanto mais novo o bebê, maior o risco de refluxo." A solução vem mesmo com o tempo. "Geralmente o problema diminui a partir dos 6 meses e acaba por volta de 1 ano", conta o pediatra Mauro Toporovski, da Sociedade Paulista de Gastroenterologia Pediátrica e Nutrição. Isso porque o sistema digestivo passa a funcionar com mais competência.

Para diagnosticar o refluxo, nada melhor que o próprio relato da mãe. Mas também existem exames, como a radiografia contrastada, que verificam se o distúrbio tem origem em algum problema anatômico. Um outro, chamado PHmetria, detecta a acidez do esôfago com uma espécie de sonda introduzida pelo nariz. Para tratar o refluxo, medidas práticas podem ser úteis. Há casos, porém, em que é preciso entrar com medicamentos. Os procinéticos, por exemplo, aceleram o peristaltismo (movimento de expansão e contração do esfíncter inferior), enquanto os antiácidos neutralizam a secreção de sucos digestivos no estômago.

Refluxo nos bebês: o que fazer para amenizar o problema
Por Camila da Veiga 

- Troque a fralda antes da mamada. Ou espere que a digestão se complete para fazê-lo. Agitar o bebê, seja trocando-o, brincando ou passeando com ele após a refeição, aumenta o risco de o leite voltar do estômago para o esôfago - e aí é incômodo e choro na certa.

- Estômago muito cheio é sinônimo de refluxo, já que o esfíncter ainda não funciona tão bem. O jeito, então, é fracionar a dieta, ou seja, oferecer menor quantidade de leite e distribuir a cota diária ao longo do dia, em várias pequenas refeições.

- Na hora da mamada, coloque o bebê em posição mais vertical. Assim a possibilidade de o alimento voltar é bem menor do que seria se você o mantivesse deitado.

- Experimente deixar o berço inclinado num ângulo de 30 graus, com o bebê deitado do lado esquerdo. A mudança favorece o deslocamento da bolha gástrica do estômago para perto do esôfago. Assim, forma-se uma barreira de ar que dificulta o refluxo. São medidas simples que podem garantir um sono tranqüilo. 
Do site e-familynet



Agora eu que vou falar...

Eu juro, to muito cansada. Com um mau humor do kct, do tipo "mato o primeiro que aparecer".
Deus que me perdoe, mas tem hora que eu fico imaginando com saudade a minha vida a uns meses atrás. Eu dormia!
Bom, vocês sabem que o Miguel tem refluxo. Essa porcaria judia do bebê e também dos pais. O bebê sofre com o incômodo e a queimação - você já se imaginou vomitando o dia todo? Os pais, por sua vez, sofrem pela exaustão das noites mal dormidas - ou não dormidas, como é meu caso. Sofrem por ver o filho sofrendo. Enfim, é tudo uma coisa horrorosa!
E não pensem que eu posso dormir durante o dia! Já não dá! O Mi tem passado dias e noites dormindo o mínimo do mínimo, pois logo acorda chorando, todo manhoso, mordendo minha teta, se espichando! A técnica do enrolar já não resolve mais, tamanho o desconforto. Pobrezinho! E eu acabo ficando mais e mais estressada, claro. Eu praticamente acampei no meu quarto. Aqui eu fico com ele, aqui faço minhas refeições, só não uso penico e tomo banho, só falta isso pra ferrar de vez. Não posso sair de perto dele, senão ele engasga. Preciso mantê-lo no colo em posição elevada, senão ele regurgita tudo o que mamou. Aí ele fica com fome e quer mamar. Ele mama e arde tudo por dentro. Fica puto e morde meu bico. Eu fico nervosa com a dor (uma das) e choro. E a coisa vira uma bola de neve imensa. Não permiti até agora uma visita sequer, justamente porque não dá pra ter espírito pra nada! Imagina só receber alguém nesse caos todo, o Miguel irritado, chorando, eu com sono cambaleando e mal humorada e a casa abandonada porque eu não consigo fazer nem cocô, quanto menos limpar algo.
Amanhã é dia de retorno no pedi, vou trocar umas idéias com ele e ver o que mais podemos fazer além do que está sendo feito, se existe um plano B.Sei lá, trocar os remédios, dar leite anti-refluxo, mudar mais algo na dieta, não sei... isso precisa melhorar (porque eu sei que cura, só com o tempo).



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Comemorando o mesversário de Miguel / Sobre a técnica de acalmar

Bom dia pra quem é de bom dia! Vamos começando com o mesversário do Miguel. O tempo voou e cá estamos nós, comemorando o primeiro mês de vida do nosso fofuxo. Ontem, dia 10, a gente resolveu fazer uns comes e tirar umas fotos para recordação. Nada demais, foi mesmo para não passar em branco, já que é tão especial! Miguel passou o dia muito bem, dormiu bastante, mamou idem e se comportou calmamente. No final da tarde, papai chegou do trampo e eu já estava de banho tomado e cabelos lavados. Faltava o Miguel e claro, papi, tomarem banho. Com tudo pronto, saímos em busca de algo para beliscar. Escolhi um bolo com recheio de ameixa, compramos também uns refris, esfihas, croquetinhos e enrolados de ricota e 4 queijos. Claro, uma velinha com o nº 1 não poderia faltar! Pronto, tava armada a 'festinha'. 
Deixo aqui umas fotinhas. Foi tudo na casa da vó Lourdes, algo bem reservado mesmo, pra gente guardar com carinho.

Com papai e mamãe - a tia Go bateu a foto e não mostrou o bolo...rsrsrsr
Vó, papi e mamy! Detalhe da velinha acesa!

Com vó, tia Go e papi.

Xiii, cansou de tanta foto....
Lindo, né? Olhar é uma beleza, mas depois de tudo, ele ficou meio chatinho. Coitado, ele estressou com tanto amasso e cheiro no cangote. Foi pra casa de cara amarrada. Não queria dormir.
Eu e o papi tentamos trocar fralda, dar tetão, caminhar, massagem (mas não era cólica) e nada. Miguel estava com os olhos arregalados, mó doidão. Dormir? Nem!
Foi aí que o Flávio resolveu aplicar novamente a técnica de enrolar, que eu já citei a dois post atrás. E Miguel dormiu muito rapidamente - e melhor, das 23 as 5:30 da matina diretão!!!!!!!!!!!!!!
Aliás, a querida Amanda pediu para explicar melhor essa técnica, então aí vai:
O pediatra que ensina é um famoso médico, fudidão lá na terra dele, que cuida de crianças famosas, como filhos da Madonna, Brad Pitt, entre outros.  Ele ensina algo que nada mais é do que a exterogestação. O lance é que enrolando o bebê na manta (ou um cueiro, agora que tá mais calor), bem firme de forma que o bebê não se mexa, estamos:
1) Simulando o aperto da barriga da mamãe, onde ele viveu tanto tempo e a vida era muito melhor, convenhamos...
2) Evitando os espasmos que fazem com que eles estiquem braços e pernas, assustando muito a cada vez que isso acontece.
3) Oferecendo segurança ao filhão.

Outra coisa, o chiado na orelha: dentro do útero, o som que os bebês ouvem é o da circulação da mãe e o funcionamento dos órgãos dela, em especial o coração. Esse som é muito alto, comparamos aqui fora, em decibéis, com o barulho de um helicópeto. O "chhhhhhhhhhhhhhhh" próximo ao ouvido vem representar esse som. Eu, particularmente, prefiro umar uma gravação que temos do som do útero materno. Basta fazer o download aqui, gravar num CD e pregar fogo. O Miguel acalma na hora, mas tem que botar alto (e eu deixo na função repeat).
Tá dada a dica! Espero que muita mãe se beneficie disto, e é claro, os bebês também!

Um conto para divertir...

Um dia minha mãe saiu e deixou meu pai tomando conta de mim.

Eu tinha uns dois anos e meio. Alguém tinha me dado um "jogo de chá" de presente e era um dos meus brinquedos favoritos.

Papai estava na sala vendo o noticiário na TV, quando eu trouxe para ele uma "xícara de chá", que na realidade era apenas água. Após várias xícaras de chá, e com eu recebendo elogios entusiasmados do papai a cada xícara servida, minha mãe chegou.

Meu pai a fez se sentar na sala para me ver trazendo a ele uma xícara de chá, porque era "a coisa mais fofa do mundo!" Minha mãe esperou, e então, lá vinha eu pelo corredor com uma xícara de chá para o papai e ela o viu beber todo o chá.

Então ela disse (apenas uma mãe saberia);

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- Passou pela sua mente que o único lugar onde ela alcança água é na privada?

Os pais não pensam igual às mães.....

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O primeiro banho de ofurô

Depois de uma postagem polêmica, onde talvez algumas pessoas tenham me achado ríspida, outras tenham me dado razão - e eu espero que o que eu disse tenha acordado essa mamãe anônima - volto para contar rapidinho sobre o banho de ofurô do meu meninão.

Eu bem que havia tentado dar um banho de balde no Miguel logo nos primeiros dias de vida, mas tive muito medo porque eu era inexperiente e ele todo molengão. Parecia que iria escorregar e afogar. 
Porém agora que Miguel está mais esperto e durinho, ontem resolvi dar o banho de ofurô (ou balde, ou tummy tubbie) porque ele estava muito xaropinho, chorão e inquieto. Queria ver se ele ficaria calmo mesmo.

O resultado foi esse:



Mas o efeito "curtindo um barato" durou pouco. Miguel amou a novidade, aproveitou muito e relaxou. Pensei que era o início de uma boa noite de sono. Mas que nada... logo após ser enxugado e vestido, ele começou novamente a sinfonia. Ora esfregava a cara, ora se contorcia. Creio que ele tinha sono e cólica, tudo junto. Em sistema de revezamento, ficamos cuidando dele, tentando massagens, Funchicórea, bolsa de água quente, etc. Foi aí que o o Flávio encontrou isso, e que acreditem (eu já não acreditava em mais nada), resolveu e Miguel dormiu muito bem, obrigada. 

Quem não dorme tão bem é a mamãe aqui, que está a cada dia mais e mais demolida. O bom é que "vai passar"...

Hoje é mêsversário do Miguel, o primeiro de muuuuitos. Pois é, já passou o primeiro mês e eu nem vi!
Vai ter um bolinho básico hoje à noite pra comemorar, e amanhã eu volto pra botar as foteeenhas!
Tchauzim, pessoal!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Resposta a um comentário que recebi (que phoda)

Ao entrar no meu blog agora a pouco, percebi um aumento no número de comentários. Não estavam em nenhuma das minhas postagens recentes. Fui procurar e me deparei com um tópico que fiz sobre a depressão. E lá, para minha péssima surpresa, me deparei com isso: 
 
Anônimo disse...
o que devo fazer to com 22 semanas de gravidez....n sinto vontade de fazer nada,to triste;n consigo comer quase nada.na verdade minha nem to fazendo pre-natal.
Anônimo disse...
minha vida acabou...já tive vontade de comer suicidio....to gravida de homem casado.que agora me trata como se eu fosse lixo.queria tirar esse bebe....odeio minha vida.as vezes penso que seria melhor eu morrer quando ele nascesse.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O chororô do Mimi e o novo pediatra

No primeiro dia do ano, Miguel fez seu primeiro passeio intermunicipal. Ele se comportou muito bem, dormiu e fez mó papel de santo na casa da vovó. Todo mundo viu como ele é bonzinho... e parou por aí. 

Já naquela noite, ele deu muito trampo pra dormir. A madrugada comia solta e o menino todo ligadão. E conforme a semana foi entrando, a coisa foi só piorando. Até que ontem a situação ficou russa! Eu tive vontade de fechar a casa e sair pela rua, correndo pelada e gritando! Eu quase pirei! O Miguel ligou a sirene lá pela 4 da manhã e varou o dia aos berros. À noite, mesma ladainha. E nada do que eu fizesse, repito, NADA do que eu fizesse, resolvia o berreiro do moleque. Banho, fralda, tetão, cantar, passear, massagem, chupeta, bicicletinha, colo, berço, carrinho, bebê conforto. Imagina só, eu perdi a compostura e comecei a chorar também. Sei que não pode, mas não há um ser vivo que aguente tanto cansaço e choro incessante de bebê! Poot a keep are you!!!! Ele só foi ficar quieto quando  o Flávio e eu o levamos ao mercado, à noite. Ele ama passear. Mas nem pensar em passear com ele sempre que o chororô vier.
Como se não bastasse, a quantidade de golfadas dele não estava nada normal, ao meu ver. Ele botava pra fora tudo o que mamava, o tempo todo e logo pedia mais tetão. E ficava tão nervoso, que mordia o bico da minha teta e puxava, pra depois soltar, feito tripa de estilingue. Logo pensei em refluxo. Procurei o Flavio pelo msn e pedi pra ele marcar um pediatra que ele descobriu esses dias.
O pediatra atende aqui na cidade por um convênio que nós temos, mas não possui um consultório próprio. Na verdade, ele é pediatra num grande hospital da região e também num hospital universitário. E eu fui confiante, afinal estava procurando um pediatra pra chamar de meu. É, porque aquele tal que atendeu o Miguel dia 21 passado eu odei. Nem relou no meu filho, além do que o véio porco criava um rato dentro da orelha (Deus me livre aquela coisa peluda). Pra mim, médico deve ser limpo, com cabelo bem cuidado, pelos aparados e claro, ser atencioso, revirar a criança e esclarecer a mamãe.
E o nosso novo Dr. é isso! Um rapaz novo, na casa dos trinta anos, mas com um monte de bagagem nas costas. Eu fiquei acho que uma hora no consultório. Ele me esclareceu todas as dúvidas, examinou o Miguel de alto a baixo, apalpou, verificou reflexos, ouvidos, nariz, garganta, pingolim, saquinho, fralda, pesou, mediu. Pediu até meu e-mail para mandar dicas para o desenvolvimento do Miguel. E o tato com o bebê? Muito bacana, me satisfez plenamente - e olha que isso é difícil, sou exigente! Eu amei. Estou bem tranquila em tê-lo respaldando o Miguel a partir de agora. 
E o que nós descobrimos? Bom, a princípio não seria nada de complicado, como má formação no sistema digestório do Miguel. Com uma apalpação, ele procurou um caroço que indicaria lá uma doença (nem me pergunte o nome), que seria o estreitamento da passagem do esôfago e não deixaria a comida adentrar estômago abaixo. Nem sinal. Bom sinal, aliás. E o Miguel está engordando bem, cerca de 48 gramas ao dia. Em 25 dias, ele ganhou 1,260 kg e cresceu 4 cm.

Concluímos duas coisas:
1 - Pelo contorcimento do Mimi e o endurecimento da barriga dele, cólicas. Eu vou alterar minha alimentação, fazendo alguns cortes. Evitar refrigerantes, café, chocolates. Comer muito ferro, frutas, legumes. Na dúvida, comer o mais natural possível, sem inclusão de industrializados. E beber muito líquido, mas nunca deixar a popular garrafinha plástica ao lado da cama. Sempre vidro, alumínio. Plástico faz mal.
2 - Pelo vômito, refluxo. Mas não é a doença do refluxo. É apenas refluxo. Regurgitação. Porém o ato de devolver o leite que estava no estômago (que vem com os sucos gástricos juntos) causa uma queimação no esôfago. E é isso que vamos tratar. Outra coisa, sempre após as mamadas, deixá-lo 40 minutos sentadinho, para que o leite encontre dificuldades em retornar. 
E é isso. Estou mais tranquila e desde que cheguei em casa com ele, às 15:40, ele mamou 3 vezes e agora está aqui dormindo no bebê conforto! E sem vomitar!
Ah, e mais uma indicação, e esta vale pra todas as mamães: banho de sol duas vezes ao dia. Manhãzinha e tardezinha. Bota um edredon ou lençol no chão, e coloca o nenê peladão, vai virando ele. Pode ser uns 20 minutos, e começa aos poucos, 5 minutos, 10 minutos ao dia, até chegar ao tempo indicado.
Outra coisa: não precisa ficar entuchando pomada na bunda do bebê (isso eu sabia - tava fazendo muito certo,  mal usei hipoglós e bepantol), a não ser que haja uma irritaçãozinha ou assadura. Por isso até é bom tomar sol pelado, pra arejar a zoninha do agriãozinho deles.
Bom, é isso! Tenho retorno dia 14 pra gente avaliar o Miguel, se o tratamento surtirá o efeito desejado, e pra depois dar continuidade, já que o acompanhamento é mensal. Assim que eu tiver novidades e dicas, venho dividir com vocês!
Bochechão com 27 dias.

PS: eu não fui à GO ver esses pontos aqui da minha cesariana. To limpando com água oxigenada e passando o álcool 70%, ficando bem quieta (se bem que o Miguel esses dias não m permitiu nem sair do quarto). Não tá saindo pus, eu não tenho febre e acho que não há e ser nada. Continuo de olho, mas sair assim com o Miguel e sozinha tá froids!  Hoje rolou o pediatra porque o Flávio levou. Mas ele não pode me choferar a tudo quanto é canto. E dirigir com o corte abrindo não rola. Andei vendo que meio mundo teve o que eu tenho, de abrir uns pontinhos (os meus foram os intradérmicos - ou ponto de plástica, como são conhecidos), e não houve maiores consequências. É como eu disse, basta não descuidar!
Fui!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Xiiii, sujou! (literalmente)

Hoje pela manhã, senti uma coliquinha bem chata, como se o velho Chicão fosse dar as caras. Mas eu nem liguei, afinal passei por uma cirurgia a menos de um mês. Fiquei na minha.
Mais tarde, Miguel abriu o berreiro pedindo tetão. Lá fui eu, suprir suas necessidades mamológicas. Acontece que sempre que ele termina de mamar, ele espreguiça um monte. E ele se espichou tanto, que meteu um chute bem no corte da cesárea. Oras, não é bem o primeiro que eu tomo, então também nem me liguei.
Mais tarde, meio dia, fui ao banheiro, fazer aquilo que ninguém pode fazer por mim. E ao arriar a biruta de aeroporto calcinha, notei que ela tinha uma mancha sanguinolenta num local que coincide com minha cicatriz. 
Aproveitando que marido estava em casa para o rango, pedi para que ele olhasse. Diagnóstico: uns pontinhos meio abertos, meio úmidos. Porra! Logo agora, 25 dias depois, essa joça vai me dar problema? O foda é que o ambulatório do GESTAR já fechou e só amanhã poderei entrar em contato. Eu mereço! Espero que isso não seja nada demais, que não infeccione, não me complique e que eu possa atravessar o puerpério em paz.
Mas eu acho que tenho boa parcela de culpa, por não ficar tão quietinha quanto deveria... bom, sei lá, espero que não passe de um mero detalhe sem importância...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Toninho Safadeza, Jão Xixi e Zé Cocô

Cara de quem tá planejando mais uma safadeza das braba.

São esses e outros tantos os nomes que Miguelito ganhou nesses 24 dias de vida. Ô menino safadinho, esse meu filho. Os dias passaram bem rápido, eu me adaptei às tarefas diárias como dar banho, trocar fralda, limpar busanfa cheia de cóquis. Mas tem muita coisa que ainda não consegui assimilar, como as noites sem dormir, ou o chororô que não quer cessar. Mas isso ainda é fichinha... o danadinho tem me dado um baile e tanto. Não me permite tomar banhos decentes, com depilação nas pernocas ou um pouco mais de água caindo na lomba. Ele berra me pedindo pra voltar ao seu campo de visão.
Se eu resolvo almoçar, buááá de novo. E se eu resolvo dormir, cunhéééé!
Aí não dá, misericórdia! E ele então resolve se vingar da minha saidinha com seus poderosos jatos de cocô.  Ai de mim, ai do papai também.
No último dia de 2010, ele acordou pra tetar. E eu antes de mais nada, troco a fralda pra evitar manipulação após o tetê. Senão ele bota tudo pra fora. É meu Top Therm natural. Fabriquinha de iogurte. Hauhahahuahu!
Adquira já a sua iogurteira Top Therm!

Bom, lá fui eu trocar a fralda do meliantezinho. Bunda limpa e cheirosinha, tudo pronto para receber a fralda zero bala. Um tsunami de cocô atravessou o espaço em direção ao meu braço, que ficou amarelinho da silva. Tomei um banho de bosta quente. Nhéééé! Chamei o Flávio pra me acudir. Aquilo era bosta em mim, no chão, no trocador e na cômoda. O coitado se abaixou pra limpar o chão e pxiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Tomou uma mijada na careca. Ahhh, ai eu não podia mais. Gargalhei, fiquei mole, me rachei de rir. Eu cagada, papai mijado. E Miguel fazendo cara de satisfação.  E ele tá assim, malandrão... peidou na mão da tia Sil (na minha cara também), fez iogurte bem na hora da foto com a vó Maria, e todo mundo acha lindo. Quero só ver se eu fizer metade disso, vão me chamar de porca!
Bom, não tem só isso pra falar, claro. A vida de Mimi também tem aventura! Éééé,  dia 30 foi ao mercado pela primeira vez, dia 31 ele fez seu primeiro passeio no shopping, pena que mamãe nem se ligou em fotografar. No dia primeiro de janeiro, fez sua primeira viagem para outra cidade! Passar o dia na casa da vó, lá em Bariri! E na última semana do ano, passou por aquilo que chamam de pico de crescimento, que é quando o bebê se desenvolve mais rapidamente, mama muito e dorme pouco. E estamos agora caminhando para o primeiro mês de vida, falta muito pouco, menos de uma semana. E parece que foi ontem... o tempo passa mesmo.
E tudo vale a pena, demais. Até o cocô no braço! O melhor de tudo é registrar, para nunca cair no esquecimento. Agora eu vou nessa, que o meu safadinho está me chamando...

domingo, 2 de janeiro de 2011

A primeira blogbobagem de 2011



Sabe quando a gente quer postar e não tem muita vontade de digitar? Essa sou eu... to exaurida, mas tenho alguns lances a contar... quem sabe amanhã eu me animo e volto aqui para dar detalhes. No menu tem viagem, passeios, jatos violentos de cocô e muitas peripécias do senhor Miguel. I'll be back...