segunda-feira, 16 de junho de 2014

A saga do bolo dos 6 meses

Para o Miguel, talvez pelo encanto que o primeiro filho traz, também pelo dinheiro e tempo disponíveis, a questão é que a cada mês completado, eu fazia um bolo para comemorar. Foi assim até  primeiro ano de vida.
Mas o Arthur, coitado, chegou em tempo de vacas magérrimas e sempre tinha um empecilho para o tradicional bolinho de mesversário. Até que eu consegui um tempinho extra, juntei uns ingredientes e tchanããããm: fiz o bolo de 6 meses. Não foi fácil completar a missão. Afinal, o Arthur quase não dorme durante o dia e o pai não quer saber de maneira alguma de cuidar dele. Acabou que eu levei um dia inteiro para bater e assar o bolo, esfriar, rechear e cobrir.
E quando tudo ficou pronto, já passava das 22 horas e o aniversariante tinha sido vencido pelo cansaço.
...
#fail

Eu e meu bolo fail.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

CONTO DE UMA NOITE DE MÃE (fato verídico)



Uma noite. Duas. Três. Quatro, cinco, seis, sete... perdi as contas. Acho que já passa de duas semanas nessa vida loka. Arthur decretou, não dorme à noite. Nem eu. Vou contar como tem sido por aqui. Em especial, como foi essa última noite para mim.
O pobre pai dorme no sofá gelado e duro, já que a cama acabou ficando pequena para a mãe, um bebê e uma insônia. Ele precisa se refazer para enfrentar o dia de trabalho.
Eu protelo ao máximo a minha ida para a cama, já traumatizada, porque sei que nem deitar direito poderei. O frio come solto madrugada adentro e eu ali, fazendo as vezes da plantonista "incansável". Arthur deseja mamar. Cochila, mas logo acorda, parece assustado. Às vezes se acalma logo, noutras é como se fosse tomado por um terror. E chora, chora. De repente, a calmaria. Não nesta última noite, mas às vezes até o Miguel sai da cama incomodado com tanta balbúrdia. O relógio não perdoa, não para, o tempo vai avançando e eu confesso que às vezes eu desejo mesmo que aquilo acabe e o dia amanheça logo. É muita tortura. Frio. Sono. A cabeça dói, o corpo moído, os olhos insistem em fechar, as pálpebras pesadas, colando. Mas o Arthur continua ali, meio tirano até, me proibindo o tão necessário descanso. Algumas vezes o terror termina às 6 da matina, e eu posso dormir umas 2 horas com sorte. Hoje não foi assim. Arthur permaneceu acordado. 7 horas. 7 e meia. 8 da manhã. Miguel levantou duas vezes e eu enérgica, mandei ele voltar para sua cama. Cedo demais. Frio demais, chuva. Eu não poderia arcar com duas crianças mal humoradas. Preparo uma inalação para o Arthur, ele está resfriado. Herança do Miguel. Depois que começou a frequentar a escolinha, nunca passou mais de uma semana sem que o nariz escorresse, ou que tivesse uma tosse chata. Me avisaram!
Inalação feita, ele começa a soltar pum, tem um pouco de cólica. Quer meu colo. Quer mamar. Resolve brincar, mas logo chora. Ouço lá no outro quarto, Miguel se bater na cama, fungar. Acho que ele está acordando de novo. Catso! Como é difícil! Isso não ensinam na escola! Continuo ali, firme e forte: nana nenê, nana! Finalmente, Arthur relaxa e começa a ficar mais molinho, adormece. Eu ajeito ele no cafofinho ao meu lado na cama. Me cubro com o edredom, estico meus cambitos. Ahhh, delícia. Que sensação maravilhosa, tão quentinho e...

"-Mamãe, mamãe! Qué vê gainha!"

Não tem jeito. Salto da cama, ainda tento negociar: "Vamos deitar eu e você lá no seu quarto. Vamos dormir abraçadinhos." Mas não tenho sucesso. Ele quer brincar, quer ver TV. E eu, bem... eu tenho um longo dia pela frente, casa suja, roupa para lavar,crianças precisando de uma mãe disposta (cadê ela?). 

domingo, 1 de junho de 2014

Overdose de fofura

Oi, pessoas! Tudo bem com vocês?
Aqui tudo joinha! Miguel fanfarrão como sempre e Arthur crescendo rapidão! Mas como ele está agora em meu colo e eu detesto escrever com apenas uma mão, o post de hoje é só de fotos. Tenham todos vocês uma overdose de fofura!!!
Bom começo de mês!

1ª bananinha do Tuco: será que ele gostou?

Miguel indo pra escola.
Chorão lindo!
Boleiro!
Com as roupas herdadas do mano.

Todo independente na van escolar.
Banho é bom!
Caubói
Minhas crias


Eu que fiz!



sexta-feira, 25 de abril de 2014

A primeira infecção a gente nunca esquece


Na última quarta-feira, dia 23, o Arthur amanheceu ardendo em febre. Chorava muito. Em várias tomadas de temperatura, o termômetro acusava 39 a 39,6 graus. Muito alta, ainda mais pra um bebê de 4 meses. A verdade é que dias antes, ele vinha chorosinho, pra não dizer puto mesmo, mas eu pensei que era resultado das vacinas dos 4 meses, que são agressivas e deixam a criança irritadiça.
Como não havia febre e nenhum outro sintoma, não liguei mesmo. Mas essa explosão de temperatura me deixou assustada. Pensei até em dengue, porque Jaú passa por uma epidemia monstruosa da doença e aqui em casa, tanto eu quanto o Flávio tivemos.
Bom, a questão é que o hospital que atende os "dengosos" só abria após o almoço. Dei um antitérmico nele e aguardei.
Passamos a tarde toda no hospital, havia mesmo a suspeita de dengue, mas também para infecção urinária.
Fizemos nele exames de sangue e urina, com pedido de urgência para os resultados. Com os números em mãos, eu mesma constatei que ao que tudo indicava, tínhamos ali uma bela infecção e a dengue poderia ser descartada. Como o dia já havia terminado e os médicos foram todos embora (o hospital atende apenas das 13 às 17h), precisamos nos deslocar para outra unidade de saúde, pelo menos tínhamos em mãos os exames. Uma nova pediatra o atendeu e confirmou a infecção. Resumo da ópera: 10 dias de antibiótico e novos exames após esse período.
Ao que tudo indica, Arthur já respondeu bem ao tratamento. O que me espanta é que em 4 meses, ele já teve tosse, coriza, infecção de urina, isso sem falar no susto que nos deu com poucos dias de vida (e também pelo fato de ter nascido quase um mês antes do previsto). Não querendo fazer comparações, mas já fazendo, o Miguel não dava trabalho nesse aspecto. Era e é, muito forte! Eu brinco que ele é um Fusquinha: é só abastecer e sair rodando! Já o Tutis é mais delicado.
O segredo disso tudo é um só: sempre manter a calma e tudo fica mais fácil. Uma mãe medrosa, nervosa, atrapalha ao invés de ajudar. Os filhos percebem!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Trabalho Mais Difícil do Mundo

Está rolando na net um vídeo muito interessante. Trata-se de um recrutamento para uma vaga inusitada de emprego, onde o candidato deverá ter noções de culinária, executar trabalhos braçais incessantes e até manjar de medicina. 24 horas por dia, 7 dias na semana, todos os dias do ano, sem direito a feriado e muito menos ficar doente. Refeições só quando der e se der. Uma verdadeira loucura, não? O mais surpreendente está por vir: sem receber um tostão furado!

E saber que tem tanta gente mergulhada nesse desafio, incluindo euzinha!



Profissão: MÃE!





segunda-feira, 17 de março de 2014

O tratamento do Tutu

Esses dias estão muito tumultuados aqui em casa. Total e geral.
Eu com virose ioiô. Vem e vai. E vem de novo. E vai...
Miguel com virose. Já passou. Ufa. Dá-lhe cueca com freada, minha gente!
Papai com dengue.
E o Tutu, ainda que bem de saúde, está se tratando. Lembra do torcicolo congênito? (Ai, será que eu citei isso?)
Entonces... Arthur precisa de fisioterapia e as sessões propriamente ditas começaram hoje. Ele chora um bocado, é preciso interromper os procedimentos a todo instante para dar colo e acalmar a ferinha, para só então dar continuidade. E o pior, tudo isso em apenas meia hora. Juro, demoro mais para fazer o trajeto até o local onde é feita a terapia do que a coisa em si.
Com os exercícios, ele deverá recuperar o movimento normal do pescoço e também obter a normalização do crânio (o fato de ficar muito tempo apoiado de um lado só achata a cabecinha).
Amanhã teremos pediatra e vacinação. Semaninha cheia a minha!
Ah, e pra concluir, Arthur completou 3 meses no último dia 15. Vejam como está lindo esse meu neném!



terça-feira, 4 de março de 2014

É duro ser PLUS!

Quem me vê hoje mal imagina que há cerca de uma década atrás eu era o que hoje a mídia e a moda consideram como um modelo de beleza: seca e arreganhada. Mas alguns fatores contribuíram para que meu metabolismo mudasse a ponto de eu ganhar mais de 30 kg. Hoje não me considero obesa, mas sim, tenho o peso considerado acima do ideal, ainda mais depois de ter enfrentado dois partos. Não tem corpo que aguente, principalmente quando não se tem a oportunidade de cuidar do corpo com alimentação super balanceada e academia. Eu como o que tem, quando dá e meu exercício é levantamento de bebê, arremesso de fralda e dança da vassoura.
Acho que uma das piores coisas quando seu corpo não está dentro dos padrões é na hora de comprar roupas. Pelo menos quem tem noção do ridículo, corta um dobrado nessa hora.
No último final de semana, saímos para comprar algumas peças de roupa, incluindo as íntimas. Eu juro, passei por 5 lojas e não encontrava nada que me servisse - ou que ficasse ao menos apresentável. Se havia uma peça bonita, a numeração oferecida era baixa. Nunca a minha. Calcinhas? Todas minúsculas, daquelas que somem no meio da sua abundância. Pior é que na moda tudo é extremo: ou se tem coisas lindas mas com numeração de cocota, ou se tem roupa da tia, para as mais cheinhas. Calcinhas, ou são pequenas lembranças de tecido, praticamente tapa-sexos, ou então aquelas coisas gigantescas tipo "biruta de aeroporto".
As opções realmente legais para quem está com um "Q" a mais sãomuito escassas! É preciso andar muito, fazer bolhas nos pés até encontrar algo que realmente vista bem, valorize seu PLUS, sem ser antiquado.
Peraí, gente, eu não quero sair à rua vestindo bermuda de cotton e camisetão do marido! Eu quero usar vestidos que me valorizem, calças e shorts com bons cortes, blusas que levantem o meu astral! Lingeries que me deixem femininas, e não sacos que escondem tudo, até minha auto-estima!
Aos fabricantes, fica aqui a minha dica! Saibam separar peso da faixa etária e todo mundo fica feliz!




sábado, 22 de fevereiro de 2014

Ficando Mãeluca

Ando sumida, eu sei. Mas o motivo vocês devem imaginar: agora sou mãe de dois. Aliás, sou mãe de dois e dona-de-casa. Não, peraí. Sou mãe de dois, dona-de-casa e sorveteira. É meninas! Não bastassem todas as atribuições do cargo domiciliar e maternal, agora faço sorvetes artesanais e que estão sendo o maior sucesso! Bom né? Mas por conta disso, me falta tempo e gás para vir aqui contar o que vem acontecendo. Mas como não quero deixar a peteca cair, acho que está na hora de dar as caras e falar ao menos um tiquinho do que vem rolando cá conosco.

Eu
Tô bem, tô zen: zen cortar nem pintar os cabelos, zen pintar azunha, zen tempo de mais nada. E só.

Arthur
Com dois meses, mais do que dobrou de peso desde que nasceu. Tá um meninão grande, fofucho. É um anjo de menino. Calmo até, eu diria. Estou verdadeiramente apaixonada por esse guri. Estou curtindo bastante reviver tudo novamente. Embora dê muito trampo, é realmente compensador.



Miguel
Esse é fodaaaa! Já dizia o Cumpadi Washington: "pau que nasce torto nunca se endireita". Bichinho é bonito mas ordinário, ahahahahahah! Não tem parada, parece que tem um percevejo picando o traseiro 24 horas por dia. Agora deu pra falar e cantar o dia inteiro. Deixa a gente doidinha de pedra. Pior ainda que é um tremendo teimoso - o que posso eu querer? Teimosia deve ser genética! Dizem que essa idade é a adolescência aos 3 anos. Como assim? Vou passar por isso agora e depois? Desse jeito não dá pé, visse? Miguel aprendeu a dizer NÃO pra tudo. Tudo mesmo:
"-Quer comer?"
"-Não!"

"-Vamos tomar banho!"
"-Não!"

"-Deixa o seu irmão em paz!"
"-Não!"

"-Gosta da mamãe?"
"-Não!"

"-Que tal tomar um tetê?"
"-Não!"

Como domar um pequeno tirano como esse? Tem mais gente passando por isso? Como vocês têm lidado com isso? E a paciência, rola ainda ou já era? Sei lá, minha última esperança era a ida para a escolinha, mas me parece que ele está ganhando mais "força" para suas peraltices.
Se continuar assim eu vou ficar mãelucaaaaaaaa!








segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

40 semanas

Se o Arthur não tivesse resolvido vir antes, hoje seria o dia em que completaria 40 semanas de gestação. Estaria talvez indo hoje para o hospital, tendo contrações ou até quem sabe, esperando por uma cesárea.
Porém ele chegou há 22 dias, sem dar recado, sem avisar. Chegou chegando. E tanta coisa aconteceu nessas 3 semanas, meu Deus! Tanta coisa! Rolou de tudo: susto, doença, ciúmes, momentos deliciosos e outros nem tanto assim.
Arthur é uma criança calma, bem diferente do que foi e é o Miguel. Não sei até quando. A única reclamação é que ele gosta de ficar acordado à noite, mamicando, me fazendo de chupeta e com isso, não durmo. Mas dou um desconto, ele ainda é muito novinho para saber de cor os horários da casa, rsrs.

A vida mudou bastante, principalmente para o Miguel e para mim. Mas não reclamo não. Apesar do cansaço, sei que uma hora isso tudo vai mudar e finalmente entrar nos eixos. Ter filhos é a coisa mais gostosa desse mundo!

Miguel 3 anos e Arthur, 3 semanas

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Dias terríveis

Eu tinha tanto assunto para contar, tanta coisa pra comemorar, mas os últimos dias foram muito ruins por aqui. Turbulência total!
A começar por mim, que tive os pontos da episiotomia abertos e inflamados, com uma dor de arrancar pica-pau do toco. Queria sumir.
Daí, o Miguel fica ruinzão. No dia 19, foi pro PS com febre alta. A pediatra do plantão, que chamarei de Potira - e que parece que tem xilique crônico ou mal de Alzheimer - diagnosticou garganta infeccionada e passou uma porrada de antibiótico e antiinflamatório. Sorte que o Miguel não quis engolir, cuspiu tudinho. Porque no sábado, esse menino começou a passar mal. Febre, gemia de dor, vomitou, chorava, dizia que doía a barriga e o bumbum. Parecia querer evacuar e nada. De volta para o PS, o médico plantonista pediu exames, como sangue e raio-x. Enquanto esperava o resultado, botou o Mi no soro, deu antitérmico. Mais tarde, o diagnóstico: constipação intestinal severa. Fizeram lavagem. Veio pra casa já de madrugada, mas visivelmente melhor. Eu não pude acompanhar, tinha o Arthur para cuidar. Então fiquei aqui em casa sofrendo, ansiosa... dureza.
E na véspera de Natal, outro susto. Começava outro calvário: Arthur com febre. Um bebezinho de 9 dias com febre é muito preocupante. PS novamente. Uma chuva de diagnósticos, incluindo reação à BCG - que não costuma dar febre, mas os médicos insistiam. E nessa dança do Pronto Socorro, passamos uma semana correndo atrás, entre exames e corridas. O desespero que eu senti, não desejo pro meu maior inimigo! Chorava todo dia, a toda hora. Dei a causa por perdida, pensei que perderia meu tomatinho. Por sorte, contamos com o apoio de uma profissional amiga muito querida, que mesmo de longe, nos orientou o tempo todo. Também fomos para outra cidade, atrás de pediatra - tentativa frustrada porém. E no fim, foi aqui mesmo, com o chefe da UTI Neonatal, que descobrimos o que estava acontecendo. Vou resumir.

Tenho bastante leite. Mas só isso não basta, preciso de paz para amamentar, senão o leite não vem. Eu sozinha com duas crianças. O Miguel com sua ciumeira, não me deixava cuidar direito do bebezinho. E como o Arthur ficava grudado no peito, eu até achava que estava tudo bem, mas não estava, não!
Ele não conseguia ingerir a quantidade de líquido suficiente e começou a desidratar. Juntando ao calor que vinha fazendo, o processo se intensificou. Mas eu com toda a carga de stress não percebi. E sim, estou com depressão pós-parto. Ao saber, chorei e me culpei, mas tinha que reagir, pro bem do meu Tutuzinho.
Corrigido esse problema - Miguel ficando meio período com a avó, eu complementando as mamadas com Aptamil - em um dia a situação se normalizou. Gente, foi como um passe de mágica.
Hoje o Arthur está super bem, até está mais gordinho. Aliás, segunda-feira dia 6 temos consulta com o pediatra e irei confirmar as novas medidas dele.
Fica aqui o alerta para todas as mamães, de primeira viagem ou não. Vigiem sempre, amamentem com calma, peçam ajuda mesmo. Todos saem ganhando!

Meus dois anjos