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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

DEZEMBRO É...

É, minha gente! 2017 está chegando ao fim! Esse ano parece que voou nas asas de um supersônico! Mal começou e estamos em dezembro! Pra alguns, época de festas, comer peru e beber espumante. Pra mim, algo mais! Dezembro é mês de comemorar mais um ano de vida dos meus dois pitocos: 
Miguel e Arthur. 
Miguel é meu primeirinho, faz aniversário no dia 10 de dezembro. Já o Arthur, que era pra ser de janeiro, resolveu antecipar a bagaça toda e resolveu botar as caras no mundo no dia 15 de dezembro! 
Então, acaba que a festinha é toda junta e misturada. Questão de economia, minha gente! 
Esse ano não teve nada na escola. Fizemos uma coisinha bem simples na casa da vovó (aliás, foi um presente dela). Eu me encarreguei do bolo, como em todos os anos. Ainda bem que ambos escolheram o mesmo tema, ufa! E vamos às fotos né? Porque aqui em casa tem que ter foto pra tudoooo! 




Miguel, fez 7 anos. Dentro de 5 dias, será a vez do Arthur - 4 aninhos!



Esse foi o bolo que fiz para eles este ano. Escolheram o tema Patrulha Canina. Ficou um mimo!



quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Então é Natal (ou quase)

Mês de novembro já está caminhando para a metade e isso significa que aqui em casa o clima de Natal já começou.
Eu, particularmente, não sou a maior entusiasta da data, muitos que me acompanham já sabem disso, mas quando se tem filhos, concessão é a palavra da vez e eu as faço quando necessário. Assim sendo, eu finjo alegria nessa data, faz parte. Montamos árvore, fazemos cartinhas, visitamos o Papai Noel, esses programas que toda a galerinha adora. Ontem aqui na minha cidade, o bom velhinho chegou caindo de para-quedas. Mas pensa numa ventania!!! Eu achei que ele voltaria voando para o Pólo-Norte ahahaha mas deu tudo certo no final. Foi um espetáculo bem bonitinho e o melhor - os meninos super amaram.




Sei que muita gente que me acompanhava por aqui desistiu de espiar. Eu sei, eu sei. Mea culpa. Mas imagina só a loucura de oxigênio que é manter um blog em meio aos cuidados com  três meninos bem levados da breca, uma conta no facebook, uma casa, roupa, comida, quitutes que eu faço para arrecadar algum tostão, e até tomar um banho de vez em quando (ahahahahaha tô brincando hein?) Pensa! Não rola, amiga! Não rola! É de pirar qualquer cabeção! Então eu sei que fico devendo muita informação por aqui mas peço, não esqueçam de mim, jamais!

Mas olha, em meio de toda essa lambança, eu participei de uma série de depoimentos para a página Aventuras Maternas. Lá eu conto sobre um dos bullyings que mais sofri na gestação, e ainda sofro: diz respeito sobre a cobrança eterna da "menina" e do "fechamento de fábrica" - em suma: os fiscais do útero alheio. É claro que teve muito mais do que isso (principalmente na gestação #1), como aqueles indivíduos que te deixam assustados com a história do bebê que teve um braço (ou cabeça) arrancado no parto, ou daquele feto que passou da hora de nascer e ficou com paralisia cerebral, do embrião gerado não sei onde, eu bem me lembro o quanto isso me deixou desconfortável - mas passou né? Quando o bebê nasce, esses comentários negativos cessam mas os que eu citei em meu depoimento, acho que irão me acompanhar até o túmulo. Enfim, acessem e prestigiem o site, que é bem bacana por sinal!

⇨ http://aventurasmaternas.com.br/2017/11/07/serie-bullying-materno-adriana-mae-de-miguel-arthur-e-davi/


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A Formatura

Foram 6 anos entre uma foto e outra. Um tempo que para uns pode parecer curto e irrisório. Para mim, os mais intensos que uma pessoa pode ter. A maternidade mudou muita coisa dentro de mim e passei a valorizar tudo o que antes para mim, nem tinha tanto significado.
Seria muito redundante contar aqui tudo o que vivemos nesse tempo. Quem nos acompanha, seja aqui, seja pelo Facebook,
Miguel agora é formando. Concluiu o ensino infantil e agora em 2017, irá ingressar no primeiro ano do Ensino Fundamental. Já vai chegar sabendo ler e escrever, um feito considerável entre outras crianças da idade dele.
Não é porque sou a mãe dele, mas Miguel é um menino muito inteligente! Sei que vai alcançar o topo do mundo. E essa é só a primeira de muitas outras formaturas!





segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Smash the Cake

Era uma bela tarde de dezembro quando recebi um chamado no meu messenger. Era a noiva de um amigo, fotógrafa, convidando o Davi para um ensaio para que ela pudesse montar seu portfólio. Seria um Smash the Cake, já que o Davi está chegando aos 12 meses. Topei né? Sempre morri de vontade, então me caiu do céu, fiquei super feliz. Querem ver o resultado? Ahh, e a fotógrafa, a Malu, é uma graça gente, super competente, Indicarei com certeza!!!!! Agora fiquem com um pouco do nosso ensaio!















Para contratar a Malu para o seu ensaio, ligue: (14) 3418-3108. 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O nascimento de Davi - Relato de parto


A gestação transcorreu sem maiores contratempos. Apesar das dores e desconfortos, a pressão arterial se manteve perfeita e o diabetes gestacional não deu as caras. Tanto melhor. Porém em todas as USG's realizadas, víamos que Davi seria um bebezão. Algumas vezes, a vontade de ter um parto normal cedia lugar à frustração, porque ele resolveu quase na reta final, ficar sentadinho. O médico responsável pelo exame dizia que ele dificilmente viraria, tanto pelo tamanho quanto pelo espaço disponível para a manobra. Mas Davizinho foi astuto e sorrateiro, virou-se mesmo assim.
Estava prestes a entrar na 40ª semana de gestação e não sentia nenhum sinal de que ele viria ao mundo, mas comecei a sentir tantas dores na pelve que mal conseguia me mover dentro da minha própria casa. E algo começou a me perturbar, lá dentro. Coração de mãe, sabe? Resolvemos marcar uma nova USG para a terça-feira, dia em que eu estava com 39 semanas e 4 dias de gestação. No exame, constatamos mais uma vez que Davi seria bem grande. Mas também que tinha a circular de cordão no pescoço, coisa que havíamos visto em outros exames. Mas o pior mesmo foi saber que não tinha quase líquido amniótico e que seu coraçãozinho estava muito acelerado. Poderia a qualquer momento entrar em sofrimento fetal. O ultrassonografista aconselhou uma interrupção ainda naquela semana.
Saí da clínica direto pra maternidade. Como não fiz pré-natal particular, meu parto seria pelo SUS, com o plantonista que a sorte me mandasse. Só que eu não sou mulher de acreditar em sorte. Prefiro fazer a minha, não espero cair do céu. Mesmo porque, valha-me Deus, a Santa Casa está lotada de médicos chulé, não queria de maneira alguma cair nas mãos de um deles. A partir de então, pesquisando com pessoas que tinham contato lá dentro, descobri que no dia seguinte estariam os melhores médicos da maternidade fazendo plantão. Definimos eu e o Flávio: a quarta feira seria o dia D.

Com todos os preparativos finalizados, aguardei o dia seguinte. O Flávio ainda saiu para trabalhar pela manhã e perto do almoço retornou. Saímos de casa nós 4: Flávio, os meninos e eu. As crianças ficaram na sogra, eu e ele seguimos para a maternidade. Eu com o coração na mão me questionando se estava fazendo o correto.
Cheguei no hospital fazendo cara de dor. Estava fingindo, obviamente, mas precisava me infiltrar ali, conseguir um pouco de atenção. Fui encaminhada para o andar da maternidade, depois de uma longa espera fui chamada pela médica plantonista, a mesma que cuidou de mim nas gestações anteriores. Estudou meus laudos, me ouviu e no exame clínico, constatou que eu tinha 3 cm de dilatação. Fez uma manobra ali mesmo, o descolamento de membrana. E me mandou para um exame de cardiotocografia. Gente, e não é que imediatamente comecei a sentir cólicas e mais cólicas? Eram contrações! Entrei ali mesmo em trabalho de parto. Com o resultado da cardiotocografia, a médica veio me procurar e comunicou que eu seria internada. Meu Davi chegaria logo! Vesti meu camisolão, a sensação de ir para o abate era eminente. Eu jurava de pé junto que enfrentaria uma cesárea! E as dores, ahhh, cada vez mais intensas e próximas. Não demorou muito e as contrações vinham a cada minuto, terríveis, junto com os puxos. Em menos de duas horas eu estava banhada em suor e morrendo de dor. Muita dor!

Chamei a enfermeira, comuniquei os "puxos" e ela foi até a médica que faria meu parto. Logo pediu para me ver. Entre as enfermeiras, o comentário geral era de que eu iria para o CO, faria uma cesárea. Eu com tanta dor, o que mais queria era que tudo acabasse logo, não importava mais o tipo de parto. Mas a médica assim que me examinou constatou 6cm de dilatação e me mandou para a sala de pré-parto, onde já fui ficando peladona e me metendo sob uma ducha quentinha. O Flávio me acompanhando sempre, acho que estava meio desnorteado mas em momento algum saiu do meu lado. Lembro de muito pouca coisa desde então. Acho que a dor muito forte me fez de alguma forma sofrer alguns lapsos de memória.
Lembro que deitada na maca, gemia e urrava, os puxos vinham e eu forçava. A médica por sua vez, forçava o colo do útero, dizia que era pra ajudar, mas eu urrava ainda mais de dor. Ela pedia força, eu agarrava nas minhas próprias coxas e empurrava, empurrava... clamava por anestesia e ela se negou dizendo que eu estava indo bem. Estourou minha bolsa, pediu mais força. Até que senti o tal do círculo de fogo - quando o bebê finalmente coroa - algo que não senti no parto do Arthur por estar anestesiada.  Foi nesse instante que me bateu o desespero, afinal não estava na sala de parto e eu teria que andar até lá. Gritei, perdi o acesso do soro, saí andando com as pernas abertas e segurando lá embaixo, morrendo de medo do Davi cair de dentro de mim. O Flávio conta que parecia Macunaíma hahahaha.
Lembro de me ajeitar na mesa de parto, naquela posição maldita de frango assado, toda suja de tudo quanto é coisa que vocês podem imaginar (eu disse tudo) com a dignidade enfiada na bunda. Lembro da médica anunciando a maldita episiotomia e eu dizendo que não. Lembro ainda de ouvi-la dizer: na próxima força, ele sai. E em segundos, o puxo veio e eu senti Davi escorregar todinho pro lado de fora. A enfermeira me mostrou aquele pacotinho choroso e logo botei a placenta pra fora. Fiquei ali sendo costurada enquanto cuidavam do meu meninão. Incrível como toda a dor passou e como a minha consciência retornou. Logo ele veio pros meus braços, todo empacotadinho e juntos fomos para o quarto. Em cerca de uma hora, estava já tomando banho e cuidando do Davi. As horas que se passaram depois rendem outro capítulo, que eu chamarei de: Sobrevivi. Sim, porque ficar sozinha, recém parida, sem ajuda, é realmente questão de sobrevivência... Mas deixa para outro post, agora quero mesmo é babar no meu príncipe!

Hoje faz 15 dias!!!!










terça-feira, 8 de julho de 2014

Remédio para dor

Aqui a chantagem impera, minha gente. Desde quando dor de barriga se cura no colo??? Vejam isso! 
Eu lavando louça e o Miguel encosta dizendo:
- Mãe, dá colo.
- Filho, eu to lavando louça. Espera.
- Mãe, dá colo. To cum dô baíga. 
- Vai fazer cocô então.
- Não. Dô baíga num sai cocô. Sai colo. (Explicando que a dor de barriga dele só vai se curar no meu colo).
Largo a louça de lado, vou pega-lo no colo. Sentada, claro. Eu não aguento mais o peso da criança.
- Em pé mamãe. Dá colo em pé. Igal nenê! Dá colo, mamãeeeeee...

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A primeira festa junina do Miguelin

Santo Deus! Estava espiando, já faz quase um mês que não dou as caras por aqui! Pudera! Miguelin tá de férias, o Arthur anda num fogo total (junta doença+dente nascendo+carência) e eu sou uma só. Falta braço pra tanta criança! Mas isso é assunto para outra postagem, tá?
Agora quero mostrar a primeira festa junina do meu anjo Miguel. Nem preciso dizer que ele curtiu muito, dançou até (eu pensei que o bichinho travaria na hora H, que nada!
Apreciem sem moderação!!!

Já tenho filhos com bigode! 

Avancêêê! Tour!!!!

Com a professora querida!

Pescaria para ganhar a prenda


segunda-feira, 16 de junho de 2014

A saga do bolo dos 6 meses

Para o Miguel, talvez pelo encanto que o primeiro filho traz, também pelo dinheiro e tempo disponíveis, a questão é que a cada mês completado, eu fazia um bolo para comemorar. Foi assim até  primeiro ano de vida.
Mas o Arthur, coitado, chegou em tempo de vacas magérrimas e sempre tinha um empecilho para o tradicional bolinho de mesversário. Até que eu consegui um tempinho extra, juntei uns ingredientes e tchanããããm: fiz o bolo de 6 meses. Não foi fácil completar a missão. Afinal, o Arthur quase não dorme durante o dia e o pai não quer saber de maneira alguma de cuidar dele. Acabou que eu levei um dia inteiro para bater e assar o bolo, esfriar, rechear e cobrir.
E quando tudo ficou pronto, já passava das 22 horas e o aniversariante tinha sido vencido pelo cansaço.
...
#fail

Eu e meu bolo fail.

domingo, 1 de junho de 2014

Overdose de fofura

Oi, pessoas! Tudo bem com vocês?
Aqui tudo joinha! Miguel fanfarrão como sempre e Arthur crescendo rapidão! Mas como ele está agora em meu colo e eu detesto escrever com apenas uma mão, o post de hoje é só de fotos. Tenham todos vocês uma overdose de fofura!!!
Bom começo de mês!

1ª bananinha do Tuco: será que ele gostou?

Miguel indo pra escola.
Chorão lindo!
Boleiro!
Com as roupas herdadas do mano.

Todo independente na van escolar.
Banho é bom!
Caubói
Minhas crias


Eu que fiz!



sábado, 21 de dezembro de 2013

Falando sobre o parto

Oi, gente! Continuando a nossa prosa... Eu confesso que mesmo querendo um parto normal, muitas vezes me questionei se valeria a pena. Meu maior medo, acreditem, era o de ficar ali toda exposta. Nunca ouvi tanto a frase: "tira a calcinha" em toda a minha vida, nem em 10 anos de casamento, ahahahah. Se pelo menos ligassem no dia seguinte! Mas a dor que eu sentia era tanta que eu nem me importava mais com pudores, estava ali pra isso e assim seria. Amanhã nem lembrarão mais do meu rosto, que aliás, foi a última coisa que olharam né?
Voltando ao assunto do banho, quero dizer que no segundo dia, tomei banho frio. É, chuveiro quebrado, senhores e senhoras. Coisas do SUS! 
E voltando ao assunto do parto, posso afirmar que se você mulher, for ponta firme e puder, vá de normal. Não caia nessa de cesárea não ter dor. Tem sim. O pós parto é de lascar. sem falar né, é cirurgia de médio porte, não deve ser banalizada!
Mas normal também não é tudo aquilo de lindo que pintam, pelo menos não o meu, que fiz uma episio no final pro médico introduzir o fórceps (eu perdi as forças nos momentos finais por não suportar o peso da enfermeira sobre a minha barriga). Nos dias em que fiquei internada, os pontos mal doeram. Eu me sentia a própria mulher-maravilha, queria sair pulando e dançando, mas a coisa ficou russa quando cheguei em casa e dei de cara com a rotina. Apesar de tentar guardar o descanso necessário, não é igual ao hospital. É roupa pra lavar, sua, dos filhos, do marido, é gato pedindo comida, é bebê pra ser trocado. Aí os pontos começaram a querer abrir e a inflamar. Soltaram uma aguinha suja, com cheirinho de cruz-credo. E o que fazer? Marido de volta ao trabalho e aquela situação velha conhecida minha de estar sempre no limbo da solidão. Pior ainda, o fio dos pontos entrando na carne novamente, espetando até a alma. E nesse momento meu desejei ardentemente ter feito uma cesárea, aí eu poderia ao menos usar a bunda pra sentar, porque nem isso eu estava fazendo: amamentando em pé, comendo em pé, trocando fraldas ajoelhada. Tomar mais pontos? Voltar ao hospital? O que fazer, Santo Deus? 
Depois de passar a quinta à noite enchendo a bunda de gelo, resolvi me informar e foi aí que descobri uma coisa que eu posso chamar de milagrosa, ou quase isso: um spray de rifocina. Amarelo, cor de iodo, mas quem liga pra isso né? Tá tudo tão preto ali que o amarelo nem aparece.  E me entupindo de rifocina eu consegui amenizar todo aquele desconforto. Já na primeira vez, as feridas melhoraram muito e os indícios de uma inflamação foram sumindo. Continuo bem machucada, mas já posso andar e sentar um pouco. Acredito que em poucos dias esteja tudo em ordem por aqui. 
Tenho uma inveja branca de quem diz que o parto normal foi uma bênção total, porque o meu foi parcial. Talvez por não me resguardar, talvez pela episiotomia. sei lá, não importa mais! O que importa mesmo é que o meu rei está aqui ao meu lado dormindo angelicalmente enquanto escrevo meu relato.


O parto em números
Arthur nasceu no dia 15/12/2013 às 21h05min, com notas de Apgar 10-10, pesando 2570kg e medindo 49cm. Tomei 4 litros de soro comum e 1 litro de soro com ocitocina após o parto para ajudar no retorno do útero.
Levantei-me 6 horas após o parto, fiquei 60 horas sem dormir (até que desisti de contar), tive 7 visitas na maternidade. 

Agradecimentos
Quero deixar meu agradecimento a algumas queridas da maternidade, em especial à copeira e às estagiárias do Senac, bem como sua professora. Tirando algumas enfermeiras (poucas) com cara de bunda suja, não posso reclamar de muita coisa, a não ser o banho gelado e o primeiro plantonista que duvidou do meu relato e quis me mandar pra casa mesmo em trabalho de parto. 

Paz e amor, bródi!!!

Duplinha!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Nasceu Arthur!

Tá surpresa com a notícia?

Aham, agora imagina eu!

Com 36 semanas e 6 dias de gestação, não é que o malandrinho resolveu dar as caras? Pois é, meninão apressado, viu!
Tudo começou, eu acho, no sábado, dia 14. O Miguel havia completado 3 anos no dia 10 e a avó queria fazer uma festinha para entregar o presentão de Niver que comprou - uma moto elétrica.
O comes foi aqui em casa, então precisei entrar na limpeza, pra deixar tudo nos conformes para receber as pessoas.


Essa seria a última foto da minha barriga. 

Depois de tudo, senti meu corpo gritar por socorro, estava estranha, mas considerei ser o cansaço pelo esforço físico e até pelo stress. Fui deitar.
Acordei no domingão com dor em tudo quanto é lugar e uma visão turva, o que me fez ir até a farmácia pedir exame de glicemia e também ver como estava a minha pressão. Tudo normal. Fui ao mercado, senti dores no pé da barriga, mas isso já era tão comum que não dei tanta atenção a isso.
Quando cheguei em casa, iria fazer o almoço, mas uma sequência de dores não deixava. Deitei na minha cama e comecei a amargar o que seria o começo de um calvário de dores horrendas.

No início, pareciam cólicas fortes, do tipo "comi maionese estragada e vou ter um dia de rainha - no trono".
Mas cólicas não são tão cíclicas e tampouco vêm e vão num espaço de tempo tão regrado. Então suspeitei que seriam as famosas contrações. Minhas costas doíam, a barriga doía e endurecia. Pedi pro Flávio cronometrar e... Batata! A cada dez minutos, durando cerca de 40 segundos, a dolorosa vinha e devastava tudo.
10 minutos. 7 minutos. 5 minutos. Comecei a reunir o que faltava para a minha mala: escova de dentes, de cabelo, pó para o rosto (hein?) lápis de olho, desodorante, chinelos, documentos, a pasta com a papelada  do pré-natal, celular, carregador, máquina fotográfica, lembrancinhas que fiz às pressas, entre cada contração (não tive nem tempo de ir atrás das lembrancinhas da maternidade, fiz pequenos saquinhos de jujubas arrematados com fitilhos e as etiquetas). A essa altura do campeonato, as dores eram mais graves e eu já estava feito uma onça, meu mau humor havia atingido níveis perigosos, do tipo "sai de perto ou morre".
Tudo dentro do carro, Miguel inclusive (kkkkkkkk), lá fomos nós deixar a cria na casa da avó e depois, pra maternidade. Flávio retirou a minha ficha no balcão do PS enquuanto eu aguardava no carro, tremendo de dor. Eram 16:30.
Subi logo para a maternidade e o médico plantonista daquela tarde, que chamarei de "Dr. A", me examinou e concluiu que:
- eu não estava tendo contrações (QUÊ? )
- que aquilo não era dor (SE NÃO É DOR, É O QUÊ, SEU ASNO?)
- que nasceria talvez em um ou dois dias (ENTÃO É O NÃO É TRABALHO DE PARTO, CATSO?)
E eu concluí que ele não sabia era NADA a meu respeito.
O pior é que ele me deixou sangrando feito uma leitoa e aí eu comecei a perder o tampão, minhas contrações pioraram ainda mais e eu só tinha 1 dedo de dilatação. Ele ia me mandar pra casa, mas acabou optando por uma cardiotocografia, que mediria minhas contrações. Ao ter em mãos o resultado do exame, resolveu mudar de idéia e me mandar pro quarto para que eu ficasse em observação. Aliás, coincidência ou não, foi o mesmo quarto e o mesmo leito em que fiquei quando o Miguel nasceu, o 326B!

Só sei que fiquei ali deitada na cama tremendo e unhando o colchão a cada contração que vinha. Aí já duravam tanto tempo quanto voltavam, ou seja, 40s a 1 minuto de dor, outro tanto tempo de descanso. Às  19h trocou o plantão e às 20h, me chamaram para novos exames. Eu estava em franco trabalho de parto, com 6 dedos. O médico ao qual chamarei de "Dr.M" me mandou pro centro obstétrico, pediu para que me colocassem a roupa especial, o acesso de soro, que logo ele iria romper a bolsa.
Dali da saleta do médico ao C.O fui de cadeira de roda. Bunda larga, cadeira pequena, aquela dor infernal das contrações e a roda da cadeira roçando a minha busanfa. Xinguei. Perdi a classe, xinguei, eu já não suportava mais.
Fui colocada em uma maca, colheram minhas digitais, botaram soro (era puro, sem ocitocina, perguntei para saber o que estava tomando). Quando o médico chegou, estava em 7 de dilatação. Ele foi buscar os instrumentos para romper a bolsa, quando voltou, já eram 8. Rápido, ele até se assustou. Rompeu a bolsa, virou-se e saiu rapidamente. Então eu dei um berro: "aaaaaaaaaaaaaaaaiiiiii, eu vou cagar na camaaaaaaaa" e veio uma coisa, uma vontade e forcei. Estava tendo o famoso repuxo. Ele foi olhar e exclamou: "uhulll, 10, leva ela rápido pra sala de parto, chama o anestesista, rápido, já vai nascer!"
Saí escorrendo líquido amniótico pelo corredor, fui colocada naquela cama constrangedora, porém sentada. aguardei a picada da anestesia, esperando que fosse tão infernal quanto as que levei no parto do Miguel, mas por minha sorte, o anestesista dessa vez foi aquele considerado "a prata da casa", o mais famoso, o melhor, o mãos de fada. E olha que levei a picada no meio de uma contração, eu estava toda dura.
Fui deitada rapidamente, preparada e novamente a cena se repetiu: "cadê o pai?" Gente, o Flávio tinha sumido! Eu ouvia as enfermeiras dizendo que ele estava muito nervoso momentos antes. Pensei que ele tinha arregado. Eu quase chorando, dizia: "ele não pode fazer isso comigo! Me deixar sozinha aqui não! E a máquina? E as fotos? Liguem no celular dele, pelo amor de Deus!" Mas me disseram que naquele momento, a prioridade eram o bebê e eu. Só que por sorte, logo em seguida ele entrou afobado terminando de se vestir e já se posicionou ao lado da minha cabeça. O Arthur estava começando a passar pro lado de cá. eu sei que gritei forte, porque a enfermeira que auxiliava no momento do parto estava forçando a minha barriga no momento da contração e aquilo me causava dor. eu estava agarrada a uns ferros, mas já não conseguia mais saber se eu estava fazendo a força suficiente. E aquilo doía. Foi aí que o médico anunciou: "Força, a última! Então senti minha barriga murchando e logo uma geleiazinha quente foi colocada sobre meu corpo. Era o Arthur!
Eu só queria conhecer quem era o habitante da minha barriga e do meu coração.

Alívio............................................

Eu só queria saber se ele estava bem, se tinha tudo no lugar. Pedi pra olhar seu rostinho e quando o vi ali, chorei feito uma criança. Aliviada, emocionada, exausta, feliz. Finalmente conhecia meu Tutis.
Me tranquilizaram dizendo que era um garotão saudável, até xixi no médico ele fez! Foi levado à sala de procedimentos, o pai foi junto e eu fiquei ali, feito uma franga de padaria, enquanto removiam a placenta, recebia os primeiros cuidados e a sutura. Esqueci o constrangimento e bati maior papo. Ali, toda exposta. Fazer o que, né? Eles vêem isso a todo momento, eu seria só mais uma. Quando o Flávio voltou, já não era mais permitido que ficasse ali, fiquei sozinha de vez.
Fui passada pra maca, fiquei em observação tomando 2 litros de soro e logo voltei pro quarto, abraçada ao meu embrulho. A cena do parto do Miguel, o corredor, o pacotinho nos braços, tudo voltou à minha cabeça. Vai começar tudo de novo: os cuidados, as visitas ao pediatra, as vacinas, as noites em claro!

Por falar em noites em claro, a minha noite foi longa. Suja, esperando as 6 horas de repouso, excitada com os fatos, morta de fome, não preguei os olhos. Fui pro banho quando o dia já estava pra amanhecer. Fui caminhando, sem problemas, morrendo de medo de arrebentar os pontinhos que ganhei, mas fui de boa. Nem comparar com o primeiro banho pós cesárea!

Amamentando após meu primeiro banho

....

continua num próximo post