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sábado, 26 de outubro de 2013

Ralo abaixo - parte final


Depois de passar a noite inteira em claro, alternando os choros de dor e a TV, finalmente o relógio do celular avisou que era hora de voltar ao hospital. Cheguei às 6:30 da matina, meia hora antes do que estava marcado, e o Flávio voltou pra casa com o Miguel, coitadinho. Fiquei por muito tempo esperando que o ortopedista chegasse e quando isso aconteceu, eram quase 10 da manhã. Por sorte minha, uma pessoa foi chamada mas não se encontrava na sala. Pelo fato de eu ser gestante, fui priorizada.
Resumindo tudo porque confesso que estou cansada e bem incomodada com as dores, o fato é que, além de ter perdido uma unha inteira do dedão (gente, mas está tão feio, dá medo - isso sem falar na dor terrível), o dedo vizinho foi simplesmente moído em uma articulação. O médico disse que eu fui "artista" e fiz uma das coisas mais difíceis dado o local onde eu lesionei o osso. A essa altura, eu já temia uma cirurgia, mas felizmente não é necessário. Porém esse dedo NUNCA MAIS será o mesmo e dentro de uns dois anos em média desenvolverei ali uma artrose, que vai me causar dores pro resto da vida. O tratamento porém é de repouso, perna elevada, por 4 semanas. Aí eu fico me perguntando "como isso". Estou na reta final da gestação, tenho filho pequeno. Juro que agora fiquei numa sinuca de bico. Uma coisa é certa: me cuidar 100% não vai dar MESMO. Vou fazer o possível para deixar meu pé quieto (ui, será?) e tomar os remédios para não sofrer uma infecção no local, analgésicos para dor e pé na tábua (ai).

E a primeira troca de curativo? Tive que soltar um xingamento pra aliviar aquela dor nauseante. A enfermeira riu. Ela sabia o que eu estava sentindo naquele momento. E de quebra, após o curativo, meu dedo foi imobilizado.
Fui ligar pro marido para que me buscasse. O visor do meu celular totalmente BRANCO. Desliguei, liguei novamente e nada. Tirei a bateria, voltei no lugar, dei tapa, liguei e religuei tantas vezes que perdi a conta. Bateu o desespero. Droga de celular, só me deixa na mão! Eu não sabia o número do Flávio porque faz dois dias que foi trocado. Ligar pra quem mais? Ah, sim, para a sogra. Mas que número é? Não sabia! Tudo estava na agenda do aparelho! Eu estava cega, muda, sozinha!

Com um celular desses, quem precisa de inimigo?


Saí do ambulatório, procurando uma lista e nada. Mudei de pavilhão, atrás da bendita. Tudo isso claro, andando igual a um zumbi do TWD!


Depois de muito procurar, me deram uma lista bem antiga, que de nada adiantava, pois o número dela também era relativamente novo, adquirido após aquela edição. Sem ter o que fazer, a quem recorrer, sem rumo, sentei na praça na frente do hospital e fiquei ali deixada à própria sorte. Então uma moça com uma bebezinha linda de 5 meses no colo veio puxar assunto comigo. Papo vai, papo vem, ela estava esperando o marido. Havia ligado para que a pegasse. E me ofereceu carona. Claro que aceitei né? Mas quando estava entrando no carro, bingo: meu celular tocou e fui salva pelo gongo. Mesmo porque o Flávio ia trabalhar e deixaria o Miguel na casa da mãe dele. Eu iria para lá com a carona, mas o que eu não sabia até então é que ela não estava em casa. Mais uma vez, eu ficaria na rua, sem ao menos ter as chaves da minha casa! Sim, porque o combinado era o Flávio me pegar após a consulta e não havia necessidade de carregar chaves. Mas eu não contava com esse defeito justo hoje no meu celular!
Por fim, tudo acabou dando certo e eu finalmente cheguei sã e salva na minha casa.

Quanto ao celular? Continua na mesma aquele FDP. Estou pensando em realizar meu grande sonho que é mandar ele sem dó na parede. Só preciso de um substituto. Eu juro que ainda faço isso e de quebra, piso em cima sambando feito Seu Madruga.



THE END

Ralo abaixo - parte II

Eu só deitei naquela maca no momento em que vi o médico com a seringa de anestésico nas mãos. Meu ar faltava, porque grávida com barrigão não consegue ficar deitada a não ser de ladinho. Mas eu precisava me deitar porque a tortura finelmante começaria.
O médico pediu ao enfermeiro que limpasse o ferimento e eu senti aquilo arder feito o fogo do inferno. Daí o sádico féladaputa anunciava cada agulhada meio que comemorando: "piquei". Acho que aquele zangão duzinferno me picou umas 5  ou 6 vezes e a cada furo, parecia que meu dedo estava sendo fisgado por um anzol. Então ele mexeu na unha e doeu. Eu avisei, a anestesia não pegou. Mas ele não me deu ouvidos e foi em frente. Começou a puxar o que havia de grudado na carne. Parecia que meu dedo tinha dente, que tinha um pé de rabanete plantado ali, qualquer coisa que me fazia delirar e faltou pouco, muito pouco, para eu gritar em alto e bom som um k-ra-lhowm mas preferi segurar a onda e o que me saiu foi um gemido. Então eu senti o último fio que prendia minha unha se romper. Pronto - ele disse. Acabou. Deixou que o enfermeiro terminasse a limpeza e o curativo. E dor, dor, dor, a anestesia não pegou direito. Que sensação medonha! Daí recebi a notícia de que não havia médico especialista para resolver o problema da fratura do dedo vizinho e recebi encaminhamento para essa manhã de sábado.
Estou em casa mas desde então não dormi de tanta dor. Meu coração está batendo dentro do meu dedão. Estou repousando com meus pés elevados, mas não consigo pregar meus olhos. Daqui a pouco vou sair e ir novamente ao PS encarar o segundo dia da saga. Lá irão decidir se meu pé receberá gesso ou apenas uma tala. Por enquanto, estou desse jeito aqui:


Continua na volta do PS...

Ralo abaixo - parte I

Dizem que no mês anterior ao nosso aniversário, a gente enfrenta o tal do inferno astral. Eu acho que não é bem por aí não. É justamente no mês do aniversário que ele acontece. Vou explicar melhor...

Sabe aquela expressão deprimente em que a pessoa diz: "cheguei ao fundo do poço"? Então, eu protagonizei uma versão miniaturizada da coisa: Eu cheguei ao fundo do ralo. Ponto.
Ontem foi dia de faxina. Sexta-feira é praxe, no mais tardar sábado: limpo a casa toda, lavo a roupa que ainda tenha sobrado da semana, dou aquela geralzona na house. Até aí, sem novidades. Foram 7 horas e meia de batente pesado para dar conta de tudo, inclusive dos caprichos do Miguel.
Começo de noite, eu exausta com farofa e batatinha, marido chega em casa. O que tem pra comer? Nada, poxa. E eu não vou pro fogão. Saia e vá atrás de algo. E lá foi ele de volta pra rua. Ficamos o Miguel e eu em casa.
Devido ao calor e ao grande esforço físico, naturalmente eu não estava com cheirinho de flores. Resolvi tomar um banho. Levei Miguel e uma pá de brinquedos a tiracolo.
Tudo corria bem até que a mangueirinha do chuveiro resolveu cair e a água começou a escapar pelo caninho lá em cima, espirrando tudo no revestimento. Contrariada, P da vida, pois a mesma mangueira já havia caído umas duzentas vezes no mesmo dia, resolvi consertar.
Foi aí que o barraco desabou! Eu pisei em falso e meu pé escorregou para dentro do ralo do box. Senti meu pé lambendo tudo por dentro do ralo e eu caí sentada com a mangueira na mão. O pé entalado naquele maldito buraco. Se eu senti dor? Nada! A adrenalina, o susto, o medo, até a manobra impensada porém instintiva para não cair sobre o Miguel me anestesiaram completamente.
Primeira ação: tirar o pé do ralo. Sentada no chão, pelada, com shampoo no cabelo, só ouvia o Miguel dizer: "que dó, que dó, mamãe caiu, que dó, dodói mamãe..." Foi quando olhei bem para o meu pé esquerdo e vi a unha do dedão  uns 70% descolada, levantada, deslocada, com uma porção da raiz exteriorizada, sangrando. E o dedinho ao lado começou a latejar. Passei a mão e percebi que ele tinha algo de diferente. Então me lembrei que eu estou grávida e eu caí sentada. PERIGOOOOOOOOOOOOOO! Tremia toda de pânico. Ao mesmo tempo acho que estava meio em choque. Não sei dizer ao certo. Só pensava em me safar. Mas como? Tava sozinha, poha! Depois de me certificar de que não havia mais sangue além daquele que me saía do pé, friamente terminei meu banho e lavei o Miguel. Saí, me enxuguei e deixei ele ali brincando mais um pouco. Não sei onde encontrei forças para seguir adiante, mas consegui. Fui tentar uma ligação, mas meu celular tinha só 36 centavos. Não era suficiente para ligar para outra operadora. Meu facebook ainda estava aberto e chamei um vizinho, que por sorte só que não estava ON. Pedi para que ligasse para o Flávio e o celular dele tocou na estante da sala. MERDAAA! Naquele momento, eu gritei, xinguei. Minha ficha estava caindo! Eu estava sozinha pra valer. Botei uma roupa e esperei. Acho que se passaram uns 20 minutos e ouvi o carro embicar na garagem. Gritei para que saísse do carro, fechasse os vidros, trancasse a porta e entrasse. Ao saber do acidente, ele quis destruir o banheiro e eu bati o pé: não era hora para dar piti! Eu precisava de socorro. Ele tirou o Miguel do banho, trocou, eu fiz o tetê dele e rumamos para a Santa Casa.
Fui para a triagem, de lá para a maternidade, onde o obstetra plantonista constatou que Arthur estava bem. Ufa. Metade do problema resolvido. Alívio imenso. E o medo de ter de ficar por ali mesmo, fazer um parto de emergência com 29 semanas, por um descolamento de placenta? Deus me livre!
Foram 3 horas de suplício. Tudo sozinha, porque logo após os exames na maternidade, pedi para o Flavio levar o Miguel embora, eu iria demorar muito ainda.
Fiquei ali das 21h até 0h12. Espera, consulta, espera, raio-x, dedo trincado, uma unha para extrair. Retorno à consulta e a famosa espera no corredor. Tinha gente espancada, doente, fedida, estropiada, tinha uma senhora com o dedo do pé caindo de podre, tinha gente passando mal e eu ali. Firme e forte, mas no meu limite. Não demoraria muito e eu sucumbiria de vez. Me chamaram e me botaram numa maca. "Deita aí, nós vamos limpar, anestesiar e fazer a extração. " (...continua)



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Cocótis Boiandis"

Depois de tanto tempo, eu tinha que voltar e postar alguma arte do Miguel. Que aliás, andava bem comportadinho até.
Até hoje.
Ele já tinha tomado um banhão daqueles, com direito a brinquedinhos e batidas na água, tipo "potchoco, potchoco". Saímos para um tour rapidão e na volta, constatei no Mimi's uma mijada top monster, que conseguiu, não sei como, ultrapassar as barreiras fraldianas, molhando a pança, as pernas e áreas adjacentes do seu "fazedô de xixi".
Pois bem, eu como mãe zelosa que sou, acabei de despir o Miguel e o levei novamente à banheira (ainda bem que está calor). E nessa coisa de molha, lava e esfrega, Mimi se concentrou e iniciou um mantra: huuuumm, huuuughhh, hummmm! Eu já arregalei aqueles dois olhos: "Será possível?" Sim, tanto era possível quanto ocorreu mesmo. O Miguel, safadeeenho, estava fabricando bolinhos. Justo na água da banheira. Pois logo subiram 3 bolinhas boiando. Surtei, né? Catei as burquinhas com as mãos mesmo, abri o box e atirei no vaso. Chamei meu marido pra segurar o cagãozinho, esvaziei a banheira e retomei o banho. E eu que pensava estar livre disso. Na verdade, Miguel sujou a água da banheira apenas uma vez nesses meses todos, quando ainda fazia beeeem cremosinho, saca? Hahahah, papo de mãe...

quinta-feira, 24 de março de 2011

O acidente fecal


Cor do post em homenagem ao tema...

E eu tô high exausta, high P da vida. Agora a pouco estava eu com o Miguel no colo, depois daquele mamicão que ele dá após o almoço. Aí ele aprontou uma de doer: cagou na fralda, na hora fui trocar. Deitei o moço no trocador, afastei o macacão pra cima, tirei a piscina de cóquis da bunda dele. Começou o terror: ele cagava, cagava, cagava, eu não dava conta de limpar tanta merda, mijou junto, escorreu na cômoda por dentro e por fora, melou o trocador, esfregou os pés no creme e depois um no outro, melecou a roupa, as canelas e nem sei como, a merda foi parar no travesseirinho que fica no trocador, respingou no chão. Eu limpava, limpava e a bosta saindo feito aquelas maquininhas de sorvete, só que no caso em questão, o sorvete tava derretido! Eu quase chorei. Resolvi dar um tempo e esperar aquele vulcão em erupção cessar sua atividade. Desolada com tamanha tragédia, assisti àquilo com resignação de um monge.
Concluída a cagatina, limpei o trocador com o rolo de papel higiênico que deixo ali pra esse tipo de emergência, enrolei ele num cueiro e coloquei no berço. Precisei tirar tudo, limpei a cômoda dentro e fora, o chão, removi o trocador plastificado.
Tive de dar banho no meliante, daí aproveitei e joguei o trocador na máquina que por fim, acabou estragando porque o tecido soltou por dentro do plástico.
...
E depois tem gente que tem a pachorra de falar que eu vou parar de trabalhar. Acho que nunca trabalhei tanto na vida. Porque esse tipo de coisa não acontece a cada mil anos, é corriqueiro e sem descanso semanal remunerado, meu bem. Eis mais um dos tantos dias de merda.


Falando em cocozes...

Cocô Amoroso
COCÔ AMOROSO
Apegado, não quer sair de perto, mesmo após várias descargas.
Cocô AVC
COCÔ AVC
Aquele que requer tanta força para sair,que você quase tem um derrame.
Cocô Bomba
COCÔ BOMBA
Carga explosiva que cobre todo o vaso, com uma camada extra de respingos.
Cocô Cadaver
COCÔ CADÁVER
Aquele que você encontra no vaso,no dia seguinte, em decomposição.
Cocô Carnaval
COCÔ CARNAVAL
Só sai em bloco.
Cocô Chiclé
COCÔ CHICLÉ
Presente, resistente e persistente a diferentes tipos de limpeza.
Cocô Espiga
COCÔ ESPIGA
Sai raspando e rasgando tudo,tirando lágrimas e sangue.
Cocô Falso
COCÔ FALSO
Você tem certeza que é, porém ele te engana com um “pum”.
Cocô Fantasma
COCÔ FANTASMA
Você sente sair, ele deixa sua marca no papel higiênico, mas nenhum vestígio no vaso.
Cocô Fettucini
COCÔ FETTUCINI
Só sai em tiras.
Cocô Filho
COCÔ FILHO
Tão vistoso, perfeito, saudável, que dá pena mandar embora.
Cocô Ioiô
COCÔ IOIÔ
É o que após grande esforço, vai sair,você relaxa e ele volta.
Cocô Lixo
COCÔ LIXO
Odor fatal que destrói e interdita os banheiros.
Cocô Parto
COCÔ PARTO
Demora horas e necessita uma força enorme para sair
Cocô Quero Mais
COCÔ QUERO MAIS
Depois de finalizado o processo, nota-seque algum ficou para trás.
Cocô Super
COCÔ SUPER
Aparece prontamente, antes mesmo de você chamar ou poder segurar…
Cocô Teimoso
COCÔ TEIMOSO
Recusa a não sair, por mais que você se esforce.
Cocô Torpedo
COCÔ TORPEDO
Tão grande e avassalador que faz estrago na sua saída e congestiona o vaso.
Cocô Tarzan
COCÔ TARZAN
Sai e fica pendurado balançando.





sábado, 26 de fevereiro de 2011

A bruxa está solta - Você PRECISA ler isso!!!!!


Olha, que situação. Se eu não infartei hoje, é porque acho que sou imortal.
Foi assim... saímos pela manhã para fazer uns lances na rua. Fomos à nossa construção, comprei umas meias pro Mi, um pacote de babetes (fraldas de boca), um macacãozinho, uma centopéia molinha pra ele apertar e morder, coisas assim.
Tudo correu bem, chegamos em casa felizes. Mas  a casa estava clamando por um aspirador e um paninho. Foi então que pedi ao Flávio, que cuidasse do Miguel enquanto eu fazia o serviço.
Então foram os dois pra sala, enquanto eu ficava com a parte dos quartos. Num dado momento, ouvi um barulho como um grito. Fui de encontro, então vi o Flávio vindo transtornado, com o Miguel no colo, que estava aos berros!
O Flávio DERRUBOU o Mi! Aconteceu de novo. Foi a porra do bebê conforto de merda. Maldito! 
Saímos tão correndo que o Miguel foi de fralda apenas, eu saí com mudas de roupa penduradas no ombro e com os cabelos cheios de piranhas coloridas (prendi pra faxinar). No desespero, o Flávio achou que tinha afundado a testa do Miguel. Eu nem vi nada, foi um desespero. Muita gente nesse momento deve estar pensando: mas que pais incapazes são esses? Que dobrem a língua, mil e setecentas vezes. Menos mal que o bebê conforto estava no chão, mas aquele estrume virou como uma concha em cima do menino. Miguel ficou de cara no tapete com o bebê conforto em cima.
Eu poderia muito bem ocultar isso de todo mundo.
Mas após correr pro hospital e fazer mais raios-x, passar por médico e tralalá, resolvi que ia sim, postar. Porque dessa vez (não que da outra tenha sido, mas ficou provado), o problema não está em mim, nem no Flávio. Está no dispositivo de "segurança". Por isso venho alertar a quem ainda não comprou o bebê conforto, que preste muita atenção e EVITE o Touring SE da Burigotto. Podem procurar na internet, esse refugo é reponsável por acidentes e mais acidentes! A revista Pró-Teste eliminou o modelo por não ser seguro o suficiente. O Flávio já arregaçou o nosso. E você, mesmo sabendo que não presta, vai mesmo comprar?
Fica aqui meu aviso, protesto e apelo, não comprem o Touring SE Burigotto.

Site do Reclame Aqui

Site da Pró Teste

Site e-familynet

Esses são apenas alguns links. É só procurar no Google que você encontrará dezenas de reclamações.

Como pode um dispositivo que se diz de "segurança" causar acidentes como estes? Já que visivelmente a fabricante Burigotto não se manifesta, o negócio é boicotar mesmo, fazer propaganda negativa.
Como disse, o Flávio já arregaçou o nosso (ex-nosso), malhou no chão e pulou em cima, cena digna do "Seu Madruga". Nada mais justo...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Derrubei Miguel no chão




Um minuto de silêncio para você assimilar a informação...





Não, você não leu errado, eu derrubei o Miguel no chão. Foi ontem lá pelas 14:00.
Hoje estou até falando com certa calma, mas ontem eu quase morri de tanto chorar. Ele estava bonzinho, fiz filminho e tudo. Logo em seguida, o pior aconteceu: eu estava dando uma geral na casa. Miguel estava no bebê conforto, em cima do sofá. Foi então que ele começou a chorar. No momento em que fui acudir, resolvi mudar o bebê conforto para o outro sofá. A alça porém, não estava travada, mas não aparentava. Foi muito rápido, o bebê conforto virou e despejou o Mi no chão, como uma caçamba de areia. Ploft! Ele se esborrachou no tapete, foi de cara, da altura do sofá. Eu só vi ele escorregar, mas repito, foi rápido mas como um filme. Ploft! Ploft! A cena se repete a cada instante na minha memória. Me lembro de ter voado em cima dele, que estava mudo, como que em choque. Então ele começou a chorar, um choro doído, e ficou muito vermelho. Com ele no colo, fiquei como barata tonta, sozinha e girando em roda. Não sabia o que fazer. Peguei o telefone, liguei para a policlínia, mas aquela *&#%@! não atendeu. Botei um chinelo no pé, passei a mão na chave do carro, enfiei ele de novo no bebê conforto e voei para o PS pediátrico do Hospital São Judas. Aquilo ali estava fervendo de criança esperando pelo atendimento. Mas eu cheguei chegando, cega de pânico e pedi pelo amor de Deus, que atendessem ele, que eu derrubei no chão. E o atendimento foi rápido, em menos de 10 minutos ele estava no raio-X. Tudo normal. Passou pelo médico. Tudo bem, sinais ok, pupilas reagentes. Mas eu chorava, mal conseguia falar tamanho o caroço que eu tinha na garganta. Miguel já não chorava, mas eu não conseguia me controlar. Acho que a adrenalina baixou e eu senti o peso da situação me esmagando a cabeça. Pedi pra ligarem pro meu marido, porque eu teria que ficar no hospital até oito e meia da noite, na observação. Nem preciso dizer, o Flávio quase botou um ovo! E em minutinhos ele surgiu no hospital, deve ter voado em cima daquela motoca dele ao cruzar a cidade!
E quando ele apareceu ali no quarto, eu até soltei um ronco vergonhoso, um róóóóóinc, uma baita fungada que tava ali entalada no gogó. Eu não parava de chorar, chorar. E o Miguel ali, rindo! Mas eu me sentia a mais imunda das criaturas, incompetente, como é que pode, logo eu, derrubando o meu mais precioso bem no chão? E se tivesse acontecido algo pior? Eu acho que me mataria, não suportaria tanta culpa.
Aproveitei o papi ali, voltei pra casa, tomei um banho que eu tava melada de suor, peguei umas coisinhas pro Miguel (na pressa saí sem nada) e voltei ao hospital. Lá permanecemos até a noite, quando a pedriatra do plantão finalmente o liberou.  Durante as 6 horas de espera, além do medo de alguma complicação, foi difícil também suportar o olhar de reprovação das enfermeiras que vinham saber da história. Como assim, derrubou? Derrubei, porra! Acidente! Acidente! Foi mal, eu já estou um trapo, não preciso de julgamento!
Bom, o final da história é que graças ao bom Pai, o Mi nem galo teve. Ficou um esfolado na cabecinha, uma mancha igual à do Mikhail Gorbachev. É isso aí:  foi aquele susto e fica o aviso: todo cuidado é pouco na hora de acomodar e transportar seu bebê!

No meu colo, no hospital.


Manchinha do Mikhail Gorbachev onde tem a entradinha, à direita de quem olha

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Fechando o domingo com um baita susto


Ontem foi o típico dia de merda pra mim. 
Começando que no sábado caí um belo tombo. Escorreguei no chão da sala. O Flávio havia molhado perto da porta e eu pluft, despenquei feito uma jaca e consegui proteger a pança, mas joguei meus quase 90 kg em cima do joelho direito. Fiquei ali ajoelhada e tremendo, agarrada na maçaneta da porta. Tenso... 
Roxinho, esfoladinho e inchadinho. Só que a dor não teve nada de inho.
Voltando ao dia de ontem... acordei com uma baita dor na virilha e no osso da Sheron. Mas pra ferrar de vez, eu tinha que, obrigatoriamente e independente de dor ou seja lá o que fosse, sair pra votar. No meu caso, justificar, porque eu não voto aqui em Jaú.
Voltei pra casa e fiquei no molho o dia todo. Enquanto isso, o Flávio pintava o quartinho do Miguel. 
Ao anoitecer, fiz o jantar e um bolo de fubá, mais um chazinho pra acompanhar (não, não era o tal chazinho Zeppelin). 
Lógico que as refeições foram distribuídas em diferentes intervalos de tempo. Assisti a um filme, tudo indo bem, ou quase bem. Ontem foi um dia entediante - mais que os outros - e também senti muita angústia. Essa gravidez tem me deixado meio bipolar...Eis que chega a hora mais temida - a hora de dormir.
A cada dia que passa, tenho protelado mais e mais em ir pra cama. Tudo porque minhas noites são difíceis, mal consigo dormir direito devido ao peso da pança e a falta de ar.
Minutos depois de deitar, comecei a sentir um calafrio. Acompanhado de uma náusea mortificante. Ondas de frio e calor começaram a percorrer a coluna e senti um fogaréu me consumindo a face. Dentro de mim, Miguel pulava e ondulava. Senti então uma dor incapacitante na barriga. Repuxava e ia embora com a mesma velocidade que chegava. Então vinha a quase calmaria, se não fosse a tremenda vontade de vomitar. 
Novamente um repuxo, um suor frio e a dor na barriga. Então eu comecei a chorar, rezar, xingar, tremer. "O Miguel vai nascer hoje" - disse com a voz embargada. "- E ele nem tem roupa... eu avisei. É preciso providenciar a lavagem das coisinhas dele. Quantas vezes eu disse pra você? Quantas vezes eu falei que era preciso comprar uma cômoda? Eu nem tenho nada pra levar pra maternidade, não tenho mala. Eu bem que suspeitei, hoje eu tive muita angústia...AAAAAAAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiii, me ajudaaaaa!!!!"
Levantei com muito custo e fui ao banheiro, cambaleando. Intuitivamente, arriei esse coador de café "sensualíssimo" que tenho usado no lugar das tradicionais calcinhas e me sentei no trono. Ou eu dava à luz ali, ou a coisa se resolvia de outra forma. Outra contração. Apalpei bem lá na tentativa de perceber uma cabeça coroando. Mais outra, e outra... o engraçado é que as contrações já me vinham em intervalos regulares e a dor foi tanta, que a náusea se materializou. Sei que é nojento descrever os pormenores. Mas nunca havia gorfado vomitado tanto em toda a minha vida. E como estava com o vaso ocupado, mandei ver na pia mesmo. Mais uma contração e chuáááááááááááá. Que pecado, confundi meu amado filho com uma diarréia. O Flávio volta e meia, comovido com meus gemidos, botava a cabeça na porta - mas logo se arrependia. Eu estava um caco humano, me desfazendo em um monte de fluídos nojentos (como é que eu posso classificar essas coisas todas?). Tudo feito, higiene completa, banheiro limpo, volto pra cama tremendo como se eu estivesse andando nua no Pólo Norte. Creio que tenha sido o estresse do momento, ou até fraqueza. Deitei e me cobri até a cabeça. Em dois minutos, nova contração. Novamente, a cena terrível se repetiu no banheiro. Novamente, o ritual de limpeza. 

Voltei pra cama mais vazia que a minha carteira. Adormeci muito rapidamente apesar do peso, apesar de todo o desconforto. A fraqueza me dominou. E as contrações que tanto me assustaram, serviram ao menos para acelerar as coisas por aqui. 
Tudo se desenrolou normalmente nos preparativos para a chegada do filhote, mas de um mês e meio pra cá, empacou de tal forma que me assusta. Mas acho que agora tudo vai deslanchar. Foi uma tremenda diarréia, mas mostrou que as surpresas podem acontecer quando menos se espera.


Só como notinha de rodapé dessa postagem líquida, quero mostrar o início da pintura do quarto do Mimi... aqui tem apenas uma parede pintada (ainda molhada e por isso, manchada) e uma escada. A parede vai receber a faixa decorativa entre as cores (gelo com erva-doce). E posteriormente, os móveis irão entrando um a um. Mal posso esperar pelo fim desta novela!