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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O nascimento de Davi - Relato de parto


A gestação transcorreu sem maiores contratempos. Apesar das dores e desconfortos, a pressão arterial se manteve perfeita e o diabetes gestacional não deu as caras. Tanto melhor. Porém em todas as USG's realizadas, víamos que Davi seria um bebezão. Algumas vezes, a vontade de ter um parto normal cedia lugar à frustração, porque ele resolveu quase na reta final, ficar sentadinho. O médico responsável pelo exame dizia que ele dificilmente viraria, tanto pelo tamanho quanto pelo espaço disponível para a manobra. Mas Davizinho foi astuto e sorrateiro, virou-se mesmo assim.
Estava prestes a entrar na 40ª semana de gestação e não sentia nenhum sinal de que ele viria ao mundo, mas comecei a sentir tantas dores na pelve que mal conseguia me mover dentro da minha própria casa. E algo começou a me perturbar, lá dentro. Coração de mãe, sabe? Resolvemos marcar uma nova USG para a terça-feira, dia em que eu estava com 39 semanas e 4 dias de gestação. No exame, constatamos mais uma vez que Davi seria bem grande. Mas também que tinha a circular de cordão no pescoço, coisa que havíamos visto em outros exames. Mas o pior mesmo foi saber que não tinha quase líquido amniótico e que seu coraçãozinho estava muito acelerado. Poderia a qualquer momento entrar em sofrimento fetal. O ultrassonografista aconselhou uma interrupção ainda naquela semana.
Saí da clínica direto pra maternidade. Como não fiz pré-natal particular, meu parto seria pelo SUS, com o plantonista que a sorte me mandasse. Só que eu não sou mulher de acreditar em sorte. Prefiro fazer a minha, não espero cair do céu. Mesmo porque, valha-me Deus, a Santa Casa está lotada de médicos chulé, não queria de maneira alguma cair nas mãos de um deles. A partir de então, pesquisando com pessoas que tinham contato lá dentro, descobri que no dia seguinte estariam os melhores médicos da maternidade fazendo plantão. Definimos eu e o Flávio: a quarta feira seria o dia D.

Com todos os preparativos finalizados, aguardei o dia seguinte. O Flávio ainda saiu para trabalhar pela manhã e perto do almoço retornou. Saímos de casa nós 4: Flávio, os meninos e eu. As crianças ficaram na sogra, eu e ele seguimos para a maternidade. Eu com o coração na mão me questionando se estava fazendo o correto.
Cheguei no hospital fazendo cara de dor. Estava fingindo, obviamente, mas precisava me infiltrar ali, conseguir um pouco de atenção. Fui encaminhada para o andar da maternidade, depois de uma longa espera fui chamada pela médica plantonista, a mesma que cuidou de mim nas gestações anteriores. Estudou meus laudos, me ouviu e no exame clínico, constatou que eu tinha 3 cm de dilatação. Fez uma manobra ali mesmo, o descolamento de membrana. E me mandou para um exame de cardiotocografia. Gente, e não é que imediatamente comecei a sentir cólicas e mais cólicas? Eram contrações! Entrei ali mesmo em trabalho de parto. Com o resultado da cardiotocografia, a médica veio me procurar e comunicou que eu seria internada. Meu Davi chegaria logo! Vesti meu camisolão, a sensação de ir para o abate era eminente. Eu jurava de pé junto que enfrentaria uma cesárea! E as dores, ahhh, cada vez mais intensas e próximas. Não demorou muito e as contrações vinham a cada minuto, terríveis, junto com os puxos. Em menos de duas horas eu estava banhada em suor e morrendo de dor. Muita dor!

Chamei a enfermeira, comuniquei os "puxos" e ela foi até a médica que faria meu parto. Logo pediu para me ver. Entre as enfermeiras, o comentário geral era de que eu iria para o CO, faria uma cesárea. Eu com tanta dor, o que mais queria era que tudo acabasse logo, não importava mais o tipo de parto. Mas a médica assim que me examinou constatou 6cm de dilatação e me mandou para a sala de pré-parto, onde já fui ficando peladona e me metendo sob uma ducha quentinha. O Flávio me acompanhando sempre, acho que estava meio desnorteado mas em momento algum saiu do meu lado. Lembro de muito pouca coisa desde então. Acho que a dor muito forte me fez de alguma forma sofrer alguns lapsos de memória.
Lembro que deitada na maca, gemia e urrava, os puxos vinham e eu forçava. A médica por sua vez, forçava o colo do útero, dizia que era pra ajudar, mas eu urrava ainda mais de dor. Ela pedia força, eu agarrava nas minhas próprias coxas e empurrava, empurrava... clamava por anestesia e ela se negou dizendo que eu estava indo bem. Estourou minha bolsa, pediu mais força. Até que senti o tal do círculo de fogo - quando o bebê finalmente coroa - algo que não senti no parto do Arthur por estar anestesiada.  Foi nesse instante que me bateu o desespero, afinal não estava na sala de parto e eu teria que andar até lá. Gritei, perdi o acesso do soro, saí andando com as pernas abertas e segurando lá embaixo, morrendo de medo do Davi cair de dentro de mim. O Flávio conta que parecia Macunaíma hahahaha.
Lembro de me ajeitar na mesa de parto, naquela posição maldita de frango assado, toda suja de tudo quanto é coisa que vocês podem imaginar (eu disse tudo) com a dignidade enfiada na bunda. Lembro da médica anunciando a maldita episiotomia e eu dizendo que não. Lembro ainda de ouvi-la dizer: na próxima força, ele sai. E em segundos, o puxo veio e eu senti Davi escorregar todinho pro lado de fora. A enfermeira me mostrou aquele pacotinho choroso e logo botei a placenta pra fora. Fiquei ali sendo costurada enquanto cuidavam do meu meninão. Incrível como toda a dor passou e como a minha consciência retornou. Logo ele veio pros meus braços, todo empacotadinho e juntos fomos para o quarto. Em cerca de uma hora, estava já tomando banho e cuidando do Davi. As horas que se passaram depois rendem outro capítulo, que eu chamarei de: Sobrevivi. Sim, porque ficar sozinha, recém parida, sem ajuda, é realmente questão de sobrevivência... Mas deixa para outro post, agora quero mesmo é babar no meu príncipe!

Hoje faz 15 dias!!!!










segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

40 semanas

Se o Arthur não tivesse resolvido vir antes, hoje seria o dia em que completaria 40 semanas de gestação. Estaria talvez indo hoje para o hospital, tendo contrações ou até quem sabe, esperando por uma cesárea.
Porém ele chegou há 22 dias, sem dar recado, sem avisar. Chegou chegando. E tanta coisa aconteceu nessas 3 semanas, meu Deus! Tanta coisa! Rolou de tudo: susto, doença, ciúmes, momentos deliciosos e outros nem tanto assim.
Arthur é uma criança calma, bem diferente do que foi e é o Miguel. Não sei até quando. A única reclamação é que ele gosta de ficar acordado à noite, mamicando, me fazendo de chupeta e com isso, não durmo. Mas dou um desconto, ele ainda é muito novinho para saber de cor os horários da casa, rsrs.

A vida mudou bastante, principalmente para o Miguel e para mim. Mas não reclamo não. Apesar do cansaço, sei que uma hora isso tudo vai mudar e finalmente entrar nos eixos. Ter filhos é a coisa mais gostosa desse mundo!

Miguel 3 anos e Arthur, 3 semanas

sábado, 21 de dezembro de 2013

Falando sobre o parto

Oi, gente! Continuando a nossa prosa... Eu confesso que mesmo querendo um parto normal, muitas vezes me questionei se valeria a pena. Meu maior medo, acreditem, era o de ficar ali toda exposta. Nunca ouvi tanto a frase: "tira a calcinha" em toda a minha vida, nem em 10 anos de casamento, ahahahah. Se pelo menos ligassem no dia seguinte! Mas a dor que eu sentia era tanta que eu nem me importava mais com pudores, estava ali pra isso e assim seria. Amanhã nem lembrarão mais do meu rosto, que aliás, foi a última coisa que olharam né?
Voltando ao assunto do banho, quero dizer que no segundo dia, tomei banho frio. É, chuveiro quebrado, senhores e senhoras. Coisas do SUS! 
E voltando ao assunto do parto, posso afirmar que se você mulher, for ponta firme e puder, vá de normal. Não caia nessa de cesárea não ter dor. Tem sim. O pós parto é de lascar. sem falar né, é cirurgia de médio porte, não deve ser banalizada!
Mas normal também não é tudo aquilo de lindo que pintam, pelo menos não o meu, que fiz uma episio no final pro médico introduzir o fórceps (eu perdi as forças nos momentos finais por não suportar o peso da enfermeira sobre a minha barriga). Nos dias em que fiquei internada, os pontos mal doeram. Eu me sentia a própria mulher-maravilha, queria sair pulando e dançando, mas a coisa ficou russa quando cheguei em casa e dei de cara com a rotina. Apesar de tentar guardar o descanso necessário, não é igual ao hospital. É roupa pra lavar, sua, dos filhos, do marido, é gato pedindo comida, é bebê pra ser trocado. Aí os pontos começaram a querer abrir e a inflamar. Soltaram uma aguinha suja, com cheirinho de cruz-credo. E o que fazer? Marido de volta ao trabalho e aquela situação velha conhecida minha de estar sempre no limbo da solidão. Pior ainda, o fio dos pontos entrando na carne novamente, espetando até a alma. E nesse momento meu desejei ardentemente ter feito uma cesárea, aí eu poderia ao menos usar a bunda pra sentar, porque nem isso eu estava fazendo: amamentando em pé, comendo em pé, trocando fraldas ajoelhada. Tomar mais pontos? Voltar ao hospital? O que fazer, Santo Deus? 
Depois de passar a quinta à noite enchendo a bunda de gelo, resolvi me informar e foi aí que descobri uma coisa que eu posso chamar de milagrosa, ou quase isso: um spray de rifocina. Amarelo, cor de iodo, mas quem liga pra isso né? Tá tudo tão preto ali que o amarelo nem aparece.  E me entupindo de rifocina eu consegui amenizar todo aquele desconforto. Já na primeira vez, as feridas melhoraram muito e os indícios de uma inflamação foram sumindo. Continuo bem machucada, mas já posso andar e sentar um pouco. Acredito que em poucos dias esteja tudo em ordem por aqui. 
Tenho uma inveja branca de quem diz que o parto normal foi uma bênção total, porque o meu foi parcial. Talvez por não me resguardar, talvez pela episiotomia. sei lá, não importa mais! O que importa mesmo é que o meu rei está aqui ao meu lado dormindo angelicalmente enquanto escrevo meu relato.


O parto em números
Arthur nasceu no dia 15/12/2013 às 21h05min, com notas de Apgar 10-10, pesando 2570kg e medindo 49cm. Tomei 4 litros de soro comum e 1 litro de soro com ocitocina após o parto para ajudar no retorno do útero.
Levantei-me 6 horas após o parto, fiquei 60 horas sem dormir (até que desisti de contar), tive 7 visitas na maternidade. 

Agradecimentos
Quero deixar meu agradecimento a algumas queridas da maternidade, em especial à copeira e às estagiárias do Senac, bem como sua professora. Tirando algumas enfermeiras (poucas) com cara de bunda suja, não posso reclamar de muita coisa, a não ser o banho gelado e o primeiro plantonista que duvidou do meu relato e quis me mandar pra casa mesmo em trabalho de parto. 

Paz e amor, bródi!!!

Duplinha!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Nasceu Arthur!

Tá surpresa com a notícia?

Aham, agora imagina eu!

Com 36 semanas e 6 dias de gestação, não é que o malandrinho resolveu dar as caras? Pois é, meninão apressado, viu!
Tudo começou, eu acho, no sábado, dia 14. O Miguel havia completado 3 anos no dia 10 e a avó queria fazer uma festinha para entregar o presentão de Niver que comprou - uma moto elétrica.
O comes foi aqui em casa, então precisei entrar na limpeza, pra deixar tudo nos conformes para receber as pessoas.


Essa seria a última foto da minha barriga. 

Depois de tudo, senti meu corpo gritar por socorro, estava estranha, mas considerei ser o cansaço pelo esforço físico e até pelo stress. Fui deitar.
Acordei no domingão com dor em tudo quanto é lugar e uma visão turva, o que me fez ir até a farmácia pedir exame de glicemia e também ver como estava a minha pressão. Tudo normal. Fui ao mercado, senti dores no pé da barriga, mas isso já era tão comum que não dei tanta atenção a isso.
Quando cheguei em casa, iria fazer o almoço, mas uma sequência de dores não deixava. Deitei na minha cama e comecei a amargar o que seria o começo de um calvário de dores horrendas.

No início, pareciam cólicas fortes, do tipo "comi maionese estragada e vou ter um dia de rainha - no trono".
Mas cólicas não são tão cíclicas e tampouco vêm e vão num espaço de tempo tão regrado. Então suspeitei que seriam as famosas contrações. Minhas costas doíam, a barriga doía e endurecia. Pedi pro Flávio cronometrar e... Batata! A cada dez minutos, durando cerca de 40 segundos, a dolorosa vinha e devastava tudo.
10 minutos. 7 minutos. 5 minutos. Comecei a reunir o que faltava para a minha mala: escova de dentes, de cabelo, pó para o rosto (hein?) lápis de olho, desodorante, chinelos, documentos, a pasta com a papelada  do pré-natal, celular, carregador, máquina fotográfica, lembrancinhas que fiz às pressas, entre cada contração (não tive nem tempo de ir atrás das lembrancinhas da maternidade, fiz pequenos saquinhos de jujubas arrematados com fitilhos e as etiquetas). A essa altura do campeonato, as dores eram mais graves e eu já estava feito uma onça, meu mau humor havia atingido níveis perigosos, do tipo "sai de perto ou morre".
Tudo dentro do carro, Miguel inclusive (kkkkkkkk), lá fomos nós deixar a cria na casa da avó e depois, pra maternidade. Flávio retirou a minha ficha no balcão do PS enquuanto eu aguardava no carro, tremendo de dor. Eram 16:30.
Subi logo para a maternidade e o médico plantonista daquela tarde, que chamarei de "Dr. A", me examinou e concluiu que:
- eu não estava tendo contrações (QUÊ? )
- que aquilo não era dor (SE NÃO É DOR, É O QUÊ, SEU ASNO?)
- que nasceria talvez em um ou dois dias (ENTÃO É O NÃO É TRABALHO DE PARTO, CATSO?)
E eu concluí que ele não sabia era NADA a meu respeito.
O pior é que ele me deixou sangrando feito uma leitoa e aí eu comecei a perder o tampão, minhas contrações pioraram ainda mais e eu só tinha 1 dedo de dilatação. Ele ia me mandar pra casa, mas acabou optando por uma cardiotocografia, que mediria minhas contrações. Ao ter em mãos o resultado do exame, resolveu mudar de idéia e me mandar pro quarto para que eu ficasse em observação. Aliás, coincidência ou não, foi o mesmo quarto e o mesmo leito em que fiquei quando o Miguel nasceu, o 326B!

Só sei que fiquei ali deitada na cama tremendo e unhando o colchão a cada contração que vinha. Aí já duravam tanto tempo quanto voltavam, ou seja, 40s a 1 minuto de dor, outro tanto tempo de descanso. Às  19h trocou o plantão e às 20h, me chamaram para novos exames. Eu estava em franco trabalho de parto, com 6 dedos. O médico ao qual chamarei de "Dr.M" me mandou pro centro obstétrico, pediu para que me colocassem a roupa especial, o acesso de soro, que logo ele iria romper a bolsa.
Dali da saleta do médico ao C.O fui de cadeira de roda. Bunda larga, cadeira pequena, aquela dor infernal das contrações e a roda da cadeira roçando a minha busanfa. Xinguei. Perdi a classe, xinguei, eu já não suportava mais.
Fui colocada em uma maca, colheram minhas digitais, botaram soro (era puro, sem ocitocina, perguntei para saber o que estava tomando). Quando o médico chegou, estava em 7 de dilatação. Ele foi buscar os instrumentos para romper a bolsa, quando voltou, já eram 8. Rápido, ele até se assustou. Rompeu a bolsa, virou-se e saiu rapidamente. Então eu dei um berro: "aaaaaaaaaaaaaaaaiiiiii, eu vou cagar na camaaaaaaaa" e veio uma coisa, uma vontade e forcei. Estava tendo o famoso repuxo. Ele foi olhar e exclamou: "uhulll, 10, leva ela rápido pra sala de parto, chama o anestesista, rápido, já vai nascer!"
Saí escorrendo líquido amniótico pelo corredor, fui colocada naquela cama constrangedora, porém sentada. aguardei a picada da anestesia, esperando que fosse tão infernal quanto as que levei no parto do Miguel, mas por minha sorte, o anestesista dessa vez foi aquele considerado "a prata da casa", o mais famoso, o melhor, o mãos de fada. E olha que levei a picada no meio de uma contração, eu estava toda dura.
Fui deitada rapidamente, preparada e novamente a cena se repetiu: "cadê o pai?" Gente, o Flávio tinha sumido! Eu ouvia as enfermeiras dizendo que ele estava muito nervoso momentos antes. Pensei que ele tinha arregado. Eu quase chorando, dizia: "ele não pode fazer isso comigo! Me deixar sozinha aqui não! E a máquina? E as fotos? Liguem no celular dele, pelo amor de Deus!" Mas me disseram que naquele momento, a prioridade eram o bebê e eu. Só que por sorte, logo em seguida ele entrou afobado terminando de se vestir e já se posicionou ao lado da minha cabeça. O Arthur estava começando a passar pro lado de cá. eu sei que gritei forte, porque a enfermeira que auxiliava no momento do parto estava forçando a minha barriga no momento da contração e aquilo me causava dor. eu estava agarrada a uns ferros, mas já não conseguia mais saber se eu estava fazendo a força suficiente. E aquilo doía. Foi aí que o médico anunciou: "Força, a última! Então senti minha barriga murchando e logo uma geleiazinha quente foi colocada sobre meu corpo. Era o Arthur!
Eu só queria conhecer quem era o habitante da minha barriga e do meu coração.

Alívio............................................

Eu só queria saber se ele estava bem, se tinha tudo no lugar. Pedi pra olhar seu rostinho e quando o vi ali, chorei feito uma criança. Aliviada, emocionada, exausta, feliz. Finalmente conhecia meu Tutis.
Me tranquilizaram dizendo que era um garotão saudável, até xixi no médico ele fez! Foi levado à sala de procedimentos, o pai foi junto e eu fiquei ali, feito uma franga de padaria, enquanto removiam a placenta, recebia os primeiros cuidados e a sutura. Esqueci o constrangimento e bati maior papo. Ali, toda exposta. Fazer o que, né? Eles vêem isso a todo momento, eu seria só mais uma. Quando o Flávio voltou, já não era mais permitido que ficasse ali, fiquei sozinha de vez.
Fui passada pra maca, fiquei em observação tomando 2 litros de soro e logo voltei pro quarto, abraçada ao meu embrulho. A cena do parto do Miguel, o corredor, o pacotinho nos braços, tudo voltou à minha cabeça. Vai começar tudo de novo: os cuidados, as visitas ao pediatra, as vacinas, as noites em claro!

Por falar em noites em claro, a minha noite foi longa. Suja, esperando as 6 horas de repouso, excitada com os fatos, morta de fome, não preguei os olhos. Fui pro banho quando o dia já estava pra amanhecer. Fui caminhando, sem problemas, morrendo de medo de arrebentar os pontinhos que ganhei, mas fui de boa. Nem comparar com o primeiro banho pós cesárea!

Amamentando após meu primeiro banho

....

continua num próximo post

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Relato de parto - Editado e finalizado

Olá, pessoal! Esse tópico vai dar conta de narrar o meu parto. Vou demorar um pouco até a conclusão, porque além de detalhes, eu irei demorar porque sinto muitas dores de cabeça e escrever é muito penoso para mim... então, peço paciência até que tudo esteja devidamente postado aqui...

Desde a sexta-feira dia 03 eu sabia que a data limite para conhecer o Miguel seria dia 10, a sexta seguinte. Ele realmente não quis saber de vir ao mundo antes disso. E assim foi.
Dia 9, eu até postei aqui no blog uma carta de boas vindas. Estava emocionada, com saudade da barriga e muito ansiosa!
Não dormi a noite toda aguardando o sol que anunciaria o grande dia. Me levantei da cama, tomei aquele banho de tirar urucubaca, juntei as malas no carro. Eu e papai Flávio disputando quem estava mais ansioso. Dentro do carro, ameacei um desmaiozinho. Já passava mal só em pensar no que viria depois.
Esperamos o momento da consulta com a GO. Eu dilatei muito pouco, estava entre 2,5 e 3 cm de dilatação. Então a médica me deu ordem de internação e solicitou à obstetra plantonista que também estudasse as possibilidades de parto para mim. 
Fui internada ao meio dia. A médica plantonista Drª Melissa (um amor de pessoa, gravidinha de 34 semanas) resolveu que eu seria submetida a um PC (parto cesáreo) devido à minha altura uterina - 41 cm. O grande evento foi marcado para as 14:30.
Fui para meu quarto - o 326 B (bem em frente ao que fiquei ha alguns meses atrás, quando dei bafão na maternidade) e me instalei. Mandei o Flávio para casa, almoçar, postar as novidades por aqui e ajeitei tudo no armário. 
Uma enfermeira chegou já me chamando para o preparo. Me deu um gelo na espinha e bateu o desespero! Eu estava sozinha lá! Por Deus! Dei uma enrolada nela, disse que tomariaum banho e então, com ajuda da cunhada Gorete, chamamos o papai de volta. Enquanto isso, fui para o chuveiro e embaixo da água, invoquei proteção de tudo quanto era santo parteiro que eu conhecia. Botei meu vestido, pantufa (nhoinnn) e com a enfermeira, fui para o CC. Que medo. Entrei numa saleta preparatória, onde me entregaram a temida camisola com a busanfa pra fora, acabei metendo um nó cego na amarração.
Removeram meus brincos, me botaram touca e pantufas. Na punção da veia, eu quase desmaiei, pra variar...
Fui andando pra sala de parto. A mesa onde me botaram era muito estreita, tive medo de cair de lá e rolar pelos aparelhos. Monitor de pressão, batimentos cardíacos e oxigenação, tudo ali sendo colocado em mim. Para disfarçar todo o pavor, comecei a brincar e falar muito, folguei em todas as enfermeiras... Não me lembro bem, acho que foi por conta do soro que não gotejava, fiquei muito nervosa, senti que estava mais uma vez desfalecendo. Só me lembro de dizer com uma voz empastada: "Vou desmaiar..." Eu estava sentada, mas quando acordei estava deitada e todo mundo ali me rodeando. Foi a vez das enfermeiras ficarem me zoando, foram muito gente boa comigo... 
Nada do papai chegar... medooo...


Chegou o anestesista. Véio caquético. Fiadapiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Eu lá naquela posição de desânimo, enquanto ele passava algo muito gelado em minha coluna. Punf. Uma picada com tranco. Que dooooor! E ele reclama que não deu. Punffff! Outra picada! Ele esconjura!
Punf! Não deu! Punf! Pede outra agulha, disse que não acha o local. Punf, Punf, eu quase mando o lazarento tomar no olho do brioco dele... mas sem forças, choro e gemo... punf! O maldito comemora na sétima picada que achou o caminho da roça! Aquilo repuxava por dentro, uma dor inexplicável. Pronto, agora deita rapidão, disseram.
Logo minhas pernas pesaram toneladas e eu não sentia mais nada. Fizeram os testes. Colocaram os campos, a sonda, me limparam, e eu ali sozinha. E cadê o Flávio??? Aiiinnnnn! 
Senti que mexiam e remexiam na minha barriga. Meus olhos procuraram apoio e nisso, encontraram com outros dois olhos assustados escondidos atrás de uma touca amarela e uma máscara. Era ele. Quase caindo duro, porque quando adentrou a sala, eu já estava ali toda aberta...
Ele passou a mão no meu rosto e eu desmontei. Já chorava. Foi aí que anunciaram, Miguel chegava deste lado do mundo. Mas nada de chorar! Silêncio... Ai, o que é isso? 
Então Flávio soluça, e olho pro lado... meu menino! Gente, ele estava ali, fazendo bolinha com o líquido aminiótico. Era meu filho! MEU FILHOOOOOO! 
Papai e mamãe chorando. Logo levaram Miguel para limpar e examinar. Meu menino veio dormindo, pura preguiça. Mas teve notas de APGAR 9, 10 e 10. Muito forte! Lindo mesmo!


Papai saiu da sala em seguida e ficaram ali me costurando. Me lembro que estava muito atordoada. Achava que o zunido do bisturi elétrico era do monitor cardíaco e que eu estava morrendo...piiiiiiiiiiiiiiiiiii! Só podia ser isso, estava mortinha da silva e no paraíso.
Ainda mais quando após costurada, a leitoa aqui foi preparada para passar para a maca. Só vi uma perna lá em cima. Ops, reconheci meu pé com francesinha nas unhas. 
Antes, levei uma apertada na barriga (acho que pra acomodar as tripas). Nesse momento, escutei um Vruuuummmm... e a obstetra disse: "Ops!" 
Cara, tu nem imagina, era um punzão. Punzão não, era um peidão memo, eu fiquei muito envergonhada, a médica riu e disse que o apertão dava nisso mesmo, super normal.
Que sensação medonha! Você fica muito frágil, podem te revirar do avesso e não há nada que você possa fazer para se defender... nada!


Fui rolada para a maca e só pedia: "cubram minha pitchaca"! Cubram minha pitchaca! Não quero passar no corredor com a pitchaca de fora"! Hahahahahah, as enfermeiras riam da minha preocupação. Eu só pensava na pitchaca! E então pela primeira vez, deram um embrulho todo durinho para eu carregar. Eli, deitada, toda formigando, saí desfilando de maca e filho pelo corredor da maternidade. Até então, tudo ainda era novidade...
Fui para o quarto.

...continua depois... 

EDIÇÃO 01 - 
Não demorou muito, recebemos as primeiras visitas: vó Lourdes, vó Maria, tia Gorete, tia Silvana. Eu me sentia até que bem, falava um tanto enrolado, meu corpo formigava, o nariz coçava. E parecia que tinha anestesia no cérebro, tava no maior barato, Ypiroca nenhuma faria igual. Eu tava me sentindo a fodona, a Highlander. Afinal, logo eu, a mais medrosa das criaturas, havia passado por um parto! Então olhava para o lado e via aquele cotoquinho de gente. O Miguel saiu para o banho, voltou todo lindo em um conjunto listrado verde, mas eu mal conseguia ver seu rosto. Tudo o que via era através de fotos. 


Todo mundo pegava ele no colo e eu morria de ciúmes, orgulho, alegria, tudo junto e misturado. Uma coisa era certa: a gente havia mesmo caprichado na produção. Mais tarde eu iria constatar, era o maior bebê da ala! Eu pirei. Tanto que as horas foram passando e eu simplesmente não dormi a noite todinha. 
Às 3 da madrugada, vieram as enfermeiras para me tirar da cama. Era o momento do banho. E eu achando que seria fácil. Meu Deus! Que dor horrível! Tentei levantar, ali, quase pelada e naquela situação sangrenta (nem vou detalhar, todas aqui sabem ou saberão o que eu digo), mas eu não consegui. Minha condição de fodona acabou ali, junto com minha dignidade. Eu não podia andar. Providenciaram uma cadeira de banho. Mas minha bunda de jamanta simplesmente não encaixou ali. E eu urrava. Voltei para a beirada da cama, sendo abanada e falando com voz de bêbada  - vou desmaiar. Afinal, frase essa que se tornou comum para mim naqueles instantes. Só sabia dizer isso e mais nada.
Em seguida, apareceram com uma outra cadeira de banho, melhor, um SOFÁ de banho, imenso, acho que era justamente para pessoas ancudas feito eu. Encaixei e fui para o banheiro, levada ali. Me deram um banho de chuveirinho. Eu me sentia um fusquinha no lava-car. Pshhhhhh, lava por baixo, por cima, pshhhhhhh, sabão, pshhhhh... que situação, gente! E logo eu que não queria exibir a tal pitchaca, essa até o papa deve ter visto! 
Voltei para o quarto toda lavada, menos a alma. Meu cabelo parecia uma carapinha, cheio de nó. O Urso do Cabelo Duro estaria mais sensual que eu. E a dor, ai, essa foi de lascar o cano! Muita gente narrou que o parto foi tranquilo (realmente, o meu também foi), mas quando a anestesia passou, o meu corpo arregou!
Fui fechar os olhos às 6:30 da matina, no sábado, e às 7, apenas meia hora depois, eu estava novamente na ativa. Então a coisa continuou. A enfermeira passou para pagar o Miguel pro banho, e a moleza aqui não conseguiu levantar. Estava sozinha, comecei a chorar feito criança. Me sentindo a pior das criaturas, a pior das mães, vendo meu filho sendo levado dali sozinho. Logo o Flávio chegou, me ajudou a ir ao banheiro. Fiz xixi em pé, não conseguia me curvar para sentar feito gente normal.
O tempo passando, vários sorinhos sendo colocados na veia puncionada antes do parto. O sangue retornava pelas cânulas, minha mão havia inchado muito e eu protestava a cada troca de medicamento. Minha barriga estava tão grande quanto antes do parto. E tudo porque eu não havia calado a boca um momento sequer. Aerofagia. Vulgo - falou, comeu ar e encheu a pança de pum. Me sentia um balão prestes a explodir. A coisa piorou com medicamento para gases e laxantes. Mas a situação era pior! Eu precisava soltar tudo aquilo, porém em quarto coletivo na frente de marido alheio... ah, aí é pedir muito! Eu, a mais lady das mulheres, peidando na frente de estranhos? Minha mãe mais tarde veio falando: "os incomodados que se retirem". Mas não é assim, não mesmo. Não rola. E eu não conseguia andar, as coisas foram piorando. Tanto que em determinado momento, eu não conseguia mais ficar deitada, apenas recostada naquela cama quente, com colchão forrado de plástico. Deitada eu não conseguia respirar e não tinha como permanecer, eu sufocava e entrava em pânico.
Não foi nada fácil. 
Meu soro foi removido, mesmo porque o inchaço da minha mão já não permitia que o medicamento entrasse em minha veia. A pior coisa, além de tudo, foi ouvir uma série de faz isso e faz aquilo. Todo mundo querendo opinar. Minha mãe mesmo, acho que me olhava e via um galão de leite. Só sabia mandar eu botar o menino pra mamar. Saco! A mãe sou eu. E claro, o Miguel também ficava bravo e não pegava o seio. Tudo ficou bem quando a platéia foi embora. Finalmente, mãe e filho conseguiram se entender e eu pude alimentar decentemente meu bebê. Acho que as visitas deveriam ser sumariamente proibidas. Acabam com a interação mãe-filho, é impressionante! Irritam a mãe, afloram toda a insegurança, tira a privacidade. É um caos!
É noite de sábado. Hora do banho. O santo Flávio das mães paridas estava lá para ajudar. Eu já estava fraca por causa do efeito do laxante (se é que me entendem). E o Flávio caiu na bobagem de comentar sobre o meu corte na barriga. Senti faltar o chão. Meus joelhos perderam a firmeza e me pendurei nele, não enxergava nada e ouvia um zunido. E pela quadragésima vez, eu ia desmaiar. Aquilo havia virado novela. Banho tomado com muito custo, pedi pra ele ficar no quarto comigo, burlando a segurança, se escondendo atrás do armário - não era permitida a estadia de acompanhantes homens no quarto. A colega do leito ao lado estava sendo operada e eu aproveitei a brecha. O papai ficou ali até uma da matina, mas chovia muito naquela noite. Flávio precisava voltar pra casa. Temos um ralo entupido no quintal, aquela altura a água deveria estar entrando na cozinha. E o coitado se foi para a nova jornada. Fiquei sozinha e sentada, adormeci. 
Quando pensei que tinha vencido as dificuldades e dormido a noite inteira, despertei com um chorinho - nesse ponto o Miguel resolve mostrar que tem pulmões de tenor. Às 2:49 do domingo, ele iniciou um berreiro que não cessaria por nada nas próximas horas. Sozinha no quarto, sem ter como alcançar a campainha que me salvaria, juntei todas as minhas forças para me levantar. Aquela dor que me rasgava n'alma, o meu filho precisando de mim. Tive que escolher, ou eu ou ele. Reuni cada energia do meu corpo e num impulso, pulei daquela cama. A adrenalina do momento me fez esquecer tudo e em segundos estava com meu filho no colo, amamentando. Melhor, colostrando. Ainda não tinha o leite propriamente dito. Mas ele não parava o choro. Troquei a fralda, nada. Procurei enfermeiras, mas elas diziam que Miguel tinha era fome. Eu protestava, mas nada se resolvia. Ele ganhou massagem, banho, mais  tetê. Nada. Ele chorava, chorava. Eu pedi a Deus que aquilo acabasse logo e ele adormecesse, mas nada feito. Às 6 horas, Flávio chegou e eu fiquei mais calma. Pude tomar um banho, porque durante o tempo em que fiquei com Mimi, eu não pude mais me sentar e todo o lóquio começou a descer pelas pernas. Lembro-me de ter colocado o bebê no moisés e corrido para o banheiro com uma calcinha limpa e absorvente novo nas mãos. A usada foi direto pro lixo. 
Não demorou muito, o pediatra passou por lá, examinando minuciosamente cada milímetro do Miguel. Levou várias cagadas de protesto. Então diagnosticou: seu filho tem nada com nada. Está apenas se ligando na idéia de que nasceu! E me entregou uma receita médica, deu dicas e orientou sobre procedimentos. Miguel estava de alta. Restava eu receber a minha para sair de lá. Coloquei uma roupa de gente (estava andando de camisola, dura feito um zumbi do clipe Triller há dias), passei um lápis no olho, pó nas olheiras e esperei. 
Lá pelas nove, o obstetra plantonista passou por mim e nem me cumprimentou. Foi embora. Pronto - pensei. - Não vou poder ir embora hoje! Mas o que eu não sabia é que eu sou vip, benhê, e como sou uma paciente GESTAR, sou atendida por médicos de lá. Então apareceu a Doutora Mirce, que me acompanhou todo esse tempo (apenas não fez o parto) e me examinou. Recebi alta. 
Malas prontas, momento de despedida. A moça que estava no leito ao lado foi colocada no banho - ela se saiu muito bem! Apenas eu, a molóide, que dei trabalho feito criança!
Alegre e emocionada, saí da maternidade com Miguel nos braços e um papelzinho da alta. O Flávio foi com as malas a tiracolo. Esperei na portaria da Santa Casa, papai chegou com o carro bem em frente, colocou nosso menino no bebê conforto, tudo certinho e eu entrei no carro. O trajeto foi longo e dolorido, sentia tudo balançando dentro de mim feito um shake!
Era o primeiro passeio de carro do Miguel, minha primeira vez na rua como mãe, e o adesivo "Miguelito a Buerdo" agora fazia todo sentido!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Chegou! (postado pelo papai)

Gente, chegou! Finalmente o Miguel chegou!
Exatamente às 14:45h, medindo 49 cm e pesando 3.445 kg, hoje finalmente o Miguelito deu as caras. E que cara linda! Graças a Deus puxou à mãe.

Tudo correu muito, muito bem no parto. A Dri foi super bem, e o Miguel é uma criança extremamente calma. Chorou praticamente 3 vezes: quando saiu da barriga (dãã, ainda bem não?), uma vez para mamar (já sabe diretinho o caminho e como fazer!) e uma outra na hora do banho (essa a Dri falou que provou que é filho meu, chorar pra tomar banho...kkk)
Olha, a sensação é indescritível. Não há como falar, na hora é só sentir. Tudo que você conhece, que acha que sabe, que acha que já sentiu, vai por água abaixo. O seu chão cai, mas você voa.
Agradeço a Deus, de verdade. Às vezes sinto que não merecia tanto. Há 04 anos perdi meu pai, a maior tristeza que já senti. Hoje ganhei um filho. A maior alegria que já senti!
Obrigado Senhor! Obrigado Adriana! Obrigado Miguel!

Mais algumas pra matar curiosidade geral (hehehe...)


É HOJE! (postado pelo papai)

Sim, é hoje, e daqui a pouquinho! A Dri está internada desde às 12:00h, e o parto está marcado para às 14:30h. Será cesárea mesmo, o últero está com 41cm de altura, então sem chance do Miguelão passar por "baixo". A médica até brincou que a cabeça passa, mas os ombros.... A cesárea é mais segura neste caso e também vai evitar o sofrimento da mamãe e do bebê.
Bom, além de não levar muito jeito para "bloggar", eu também estou na correria. Só voltei pra casa pegar umas coisinhas que faltavam, comer alguma coisa, e já estou voando de volta para o hospital. Se não postasse aqui as novidades, a Dri aproveitava o bisturi da cirurgia e me abria junto com ela!
É isso. Agradeço a todas a visitas, e o carinho. Rezem por nós!

Ps.: À noite prometo postar as primeiras fotos do nosso amado Miguel!