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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O nascimento de Davi - Relato de parto


A gestação transcorreu sem maiores contratempos. Apesar das dores e desconfortos, a pressão arterial se manteve perfeita e o diabetes gestacional não deu as caras. Tanto melhor. Porém em todas as USG's realizadas, víamos que Davi seria um bebezão. Algumas vezes, a vontade de ter um parto normal cedia lugar à frustração, porque ele resolveu quase na reta final, ficar sentadinho. O médico responsável pelo exame dizia que ele dificilmente viraria, tanto pelo tamanho quanto pelo espaço disponível para a manobra. Mas Davizinho foi astuto e sorrateiro, virou-se mesmo assim.
Estava prestes a entrar na 40ª semana de gestação e não sentia nenhum sinal de que ele viria ao mundo, mas comecei a sentir tantas dores na pelve que mal conseguia me mover dentro da minha própria casa. E algo começou a me perturbar, lá dentro. Coração de mãe, sabe? Resolvemos marcar uma nova USG para a terça-feira, dia em que eu estava com 39 semanas e 4 dias de gestação. No exame, constatamos mais uma vez que Davi seria bem grande. Mas também que tinha a circular de cordão no pescoço, coisa que havíamos visto em outros exames. Mas o pior mesmo foi saber que não tinha quase líquido amniótico e que seu coraçãozinho estava muito acelerado. Poderia a qualquer momento entrar em sofrimento fetal. O ultrassonografista aconselhou uma interrupção ainda naquela semana.
Saí da clínica direto pra maternidade. Como não fiz pré-natal particular, meu parto seria pelo SUS, com o plantonista que a sorte me mandasse. Só que eu não sou mulher de acreditar em sorte. Prefiro fazer a minha, não espero cair do céu. Mesmo porque, valha-me Deus, a Santa Casa está lotada de médicos chulé, não queria de maneira alguma cair nas mãos de um deles. A partir de então, pesquisando com pessoas que tinham contato lá dentro, descobri que no dia seguinte estariam os melhores médicos da maternidade fazendo plantão. Definimos eu e o Flávio: a quarta feira seria o dia D.

Com todos os preparativos finalizados, aguardei o dia seguinte. O Flávio ainda saiu para trabalhar pela manhã e perto do almoço retornou. Saímos de casa nós 4: Flávio, os meninos e eu. As crianças ficaram na sogra, eu e ele seguimos para a maternidade. Eu com o coração na mão me questionando se estava fazendo o correto.
Cheguei no hospital fazendo cara de dor. Estava fingindo, obviamente, mas precisava me infiltrar ali, conseguir um pouco de atenção. Fui encaminhada para o andar da maternidade, depois de uma longa espera fui chamada pela médica plantonista, a mesma que cuidou de mim nas gestações anteriores. Estudou meus laudos, me ouviu e no exame clínico, constatou que eu tinha 3 cm de dilatação. Fez uma manobra ali mesmo, o descolamento de membrana. E me mandou para um exame de cardiotocografia. Gente, e não é que imediatamente comecei a sentir cólicas e mais cólicas? Eram contrações! Entrei ali mesmo em trabalho de parto. Com o resultado da cardiotocografia, a médica veio me procurar e comunicou que eu seria internada. Meu Davi chegaria logo! Vesti meu camisolão, a sensação de ir para o abate era eminente. Eu jurava de pé junto que enfrentaria uma cesárea! E as dores, ahhh, cada vez mais intensas e próximas. Não demorou muito e as contrações vinham a cada minuto, terríveis, junto com os puxos. Em menos de duas horas eu estava banhada em suor e morrendo de dor. Muita dor!

Chamei a enfermeira, comuniquei os "puxos" e ela foi até a médica que faria meu parto. Logo pediu para me ver. Entre as enfermeiras, o comentário geral era de que eu iria para o CO, faria uma cesárea. Eu com tanta dor, o que mais queria era que tudo acabasse logo, não importava mais o tipo de parto. Mas a médica assim que me examinou constatou 6cm de dilatação e me mandou para a sala de pré-parto, onde já fui ficando peladona e me metendo sob uma ducha quentinha. O Flávio me acompanhando sempre, acho que estava meio desnorteado mas em momento algum saiu do meu lado. Lembro de muito pouca coisa desde então. Acho que a dor muito forte me fez de alguma forma sofrer alguns lapsos de memória.
Lembro que deitada na maca, gemia e urrava, os puxos vinham e eu forçava. A médica por sua vez, forçava o colo do útero, dizia que era pra ajudar, mas eu urrava ainda mais de dor. Ela pedia força, eu agarrava nas minhas próprias coxas e empurrava, empurrava... clamava por anestesia e ela se negou dizendo que eu estava indo bem. Estourou minha bolsa, pediu mais força. Até que senti o tal do círculo de fogo - quando o bebê finalmente coroa - algo que não senti no parto do Arthur por estar anestesiada.  Foi nesse instante que me bateu o desespero, afinal não estava na sala de parto e eu teria que andar até lá. Gritei, perdi o acesso do soro, saí andando com as pernas abertas e segurando lá embaixo, morrendo de medo do Davi cair de dentro de mim. O Flávio conta que parecia Macunaíma hahahaha.
Lembro de me ajeitar na mesa de parto, naquela posição maldita de frango assado, toda suja de tudo quanto é coisa que vocês podem imaginar (eu disse tudo) com a dignidade enfiada na bunda. Lembro da médica anunciando a maldita episiotomia e eu dizendo que não. Lembro ainda de ouvi-la dizer: na próxima força, ele sai. E em segundos, o puxo veio e eu senti Davi escorregar todinho pro lado de fora. A enfermeira me mostrou aquele pacotinho choroso e logo botei a placenta pra fora. Fiquei ali sendo costurada enquanto cuidavam do meu meninão. Incrível como toda a dor passou e como a minha consciência retornou. Logo ele veio pros meus braços, todo empacotadinho e juntos fomos para o quarto. Em cerca de uma hora, estava já tomando banho e cuidando do Davi. As horas que se passaram depois rendem outro capítulo, que eu chamarei de: Sobrevivi. Sim, porque ficar sozinha, recém parida, sem ajuda, é realmente questão de sobrevivência... Mas deixa para outro post, agora quero mesmo é babar no meu príncipe!

Hoje faz 15 dias!!!!










sexta-feira, 25 de abril de 2014

A primeira infecção a gente nunca esquece


Na última quarta-feira, dia 23, o Arthur amanheceu ardendo em febre. Chorava muito. Em várias tomadas de temperatura, o termômetro acusava 39 a 39,6 graus. Muito alta, ainda mais pra um bebê de 4 meses. A verdade é que dias antes, ele vinha chorosinho, pra não dizer puto mesmo, mas eu pensei que era resultado das vacinas dos 4 meses, que são agressivas e deixam a criança irritadiça.
Como não havia febre e nenhum outro sintoma, não liguei mesmo. Mas essa explosão de temperatura me deixou assustada. Pensei até em dengue, porque Jaú passa por uma epidemia monstruosa da doença e aqui em casa, tanto eu quanto o Flávio tivemos.
Bom, a questão é que o hospital que atende os "dengosos" só abria após o almoço. Dei um antitérmico nele e aguardei.
Passamos a tarde toda no hospital, havia mesmo a suspeita de dengue, mas também para infecção urinária.
Fizemos nele exames de sangue e urina, com pedido de urgência para os resultados. Com os números em mãos, eu mesma constatei que ao que tudo indicava, tínhamos ali uma bela infecção e a dengue poderia ser descartada. Como o dia já havia terminado e os médicos foram todos embora (o hospital atende apenas das 13 às 17h), precisamos nos deslocar para outra unidade de saúde, pelo menos tínhamos em mãos os exames. Uma nova pediatra o atendeu e confirmou a infecção. Resumo da ópera: 10 dias de antibiótico e novos exames após esse período.
Ao que tudo indica, Arthur já respondeu bem ao tratamento. O que me espanta é que em 4 meses, ele já teve tosse, coriza, infecção de urina, isso sem falar no susto que nos deu com poucos dias de vida (e também pelo fato de ter nascido quase um mês antes do previsto). Não querendo fazer comparações, mas já fazendo, o Miguel não dava trabalho nesse aspecto. Era e é, muito forte! Eu brinco que ele é um Fusquinha: é só abastecer e sair rodando! Já o Tutis é mais delicado.
O segredo disso tudo é um só: sempre manter a calma e tudo fica mais fácil. Uma mãe medrosa, nervosa, atrapalha ao invés de ajudar. Os filhos percebem!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Dias terríveis

Eu tinha tanto assunto para contar, tanta coisa pra comemorar, mas os últimos dias foram muito ruins por aqui. Turbulência total!
A começar por mim, que tive os pontos da episiotomia abertos e inflamados, com uma dor de arrancar pica-pau do toco. Queria sumir.
Daí, o Miguel fica ruinzão. No dia 19, foi pro PS com febre alta. A pediatra do plantão, que chamarei de Potira - e que parece que tem xilique crônico ou mal de Alzheimer - diagnosticou garganta infeccionada e passou uma porrada de antibiótico e antiinflamatório. Sorte que o Miguel não quis engolir, cuspiu tudinho. Porque no sábado, esse menino começou a passar mal. Febre, gemia de dor, vomitou, chorava, dizia que doía a barriga e o bumbum. Parecia querer evacuar e nada. De volta para o PS, o médico plantonista pediu exames, como sangue e raio-x. Enquanto esperava o resultado, botou o Mi no soro, deu antitérmico. Mais tarde, o diagnóstico: constipação intestinal severa. Fizeram lavagem. Veio pra casa já de madrugada, mas visivelmente melhor. Eu não pude acompanhar, tinha o Arthur para cuidar. Então fiquei aqui em casa sofrendo, ansiosa... dureza.
E na véspera de Natal, outro susto. Começava outro calvário: Arthur com febre. Um bebezinho de 9 dias com febre é muito preocupante. PS novamente. Uma chuva de diagnósticos, incluindo reação à BCG - que não costuma dar febre, mas os médicos insistiam. E nessa dança do Pronto Socorro, passamos uma semana correndo atrás, entre exames e corridas. O desespero que eu senti, não desejo pro meu maior inimigo! Chorava todo dia, a toda hora. Dei a causa por perdida, pensei que perderia meu tomatinho. Por sorte, contamos com o apoio de uma profissional amiga muito querida, que mesmo de longe, nos orientou o tempo todo. Também fomos para outra cidade, atrás de pediatra - tentativa frustrada porém. E no fim, foi aqui mesmo, com o chefe da UTI Neonatal, que descobrimos o que estava acontecendo. Vou resumir.

Tenho bastante leite. Mas só isso não basta, preciso de paz para amamentar, senão o leite não vem. Eu sozinha com duas crianças. O Miguel com sua ciumeira, não me deixava cuidar direito do bebezinho. E como o Arthur ficava grudado no peito, eu até achava que estava tudo bem, mas não estava, não!
Ele não conseguia ingerir a quantidade de líquido suficiente e começou a desidratar. Juntando ao calor que vinha fazendo, o processo se intensificou. Mas eu com toda a carga de stress não percebi. E sim, estou com depressão pós-parto. Ao saber, chorei e me culpei, mas tinha que reagir, pro bem do meu Tutuzinho.
Corrigido esse problema - Miguel ficando meio período com a avó, eu complementando as mamadas com Aptamil - em um dia a situação se normalizou. Gente, foi como um passe de mágica.
Hoje o Arthur está super bem, até está mais gordinho. Aliás, segunda-feira dia 6 temos consulta com o pediatra e irei confirmar as novas medidas dele.
Fica aqui o alerta para todas as mamães, de primeira viagem ou não. Vigiem sempre, amamentem com calma, peçam ajuda mesmo. Todos saem ganhando!

Meus dois anjos

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Última ultrassonografia

Terceira e última US. Foram poucas nesta gestação, metade do que foi feito na primeira. Dia 29, sexta passada, com 34 semanas e 4 dias, eu me encontrei novamente com o Arthur. Um encontro rápido e tímido, apenas para saber se tudo estava bem - e está.
Fiz até um vídeo, mas nem vou upar, mal dá pra ver o Tutu que estava de cabeça pra baixo e com a cara enfiada na placenta. Mal deu pra ver o bilau, mas o médico garantiu que realmente é menino.
O tamanho já não dá pra saber, mas o peso, no dia, estava em torno de 2.400kg. Nem grande, nem pequeno, porém menorzinho que o Miguel. Mas não irei me prender a isso também, porque as medidas e pesos oferecidos pelo exame são apenas estimativas. O importante é que ele está de boa aqui dentro, com tudo normal e funcionando direitinho.
Ahh, e hoje, segunda-feira, eu inicio o 9º mês da minha gestação e a 35ª semana. Agora falta tão pouco, e eu continuo com um medo de lascar. Mas eu sei, tudo vai dar certo. É só aquele medo que toda mãe sente, né?


sábado, 26 de outubro de 2013

Ralo abaixo - parte final


Depois de passar a noite inteira em claro, alternando os choros de dor e a TV, finalmente o relógio do celular avisou que era hora de voltar ao hospital. Cheguei às 6:30 da matina, meia hora antes do que estava marcado, e o Flávio voltou pra casa com o Miguel, coitadinho. Fiquei por muito tempo esperando que o ortopedista chegasse e quando isso aconteceu, eram quase 10 da manhã. Por sorte minha, uma pessoa foi chamada mas não se encontrava na sala. Pelo fato de eu ser gestante, fui priorizada.
Resumindo tudo porque confesso que estou cansada e bem incomodada com as dores, o fato é que, além de ter perdido uma unha inteira do dedão (gente, mas está tão feio, dá medo - isso sem falar na dor terrível), o dedo vizinho foi simplesmente moído em uma articulação. O médico disse que eu fui "artista" e fiz uma das coisas mais difíceis dado o local onde eu lesionei o osso. A essa altura, eu já temia uma cirurgia, mas felizmente não é necessário. Porém esse dedo NUNCA MAIS será o mesmo e dentro de uns dois anos em média desenvolverei ali uma artrose, que vai me causar dores pro resto da vida. O tratamento porém é de repouso, perna elevada, por 4 semanas. Aí eu fico me perguntando "como isso". Estou na reta final da gestação, tenho filho pequeno. Juro que agora fiquei numa sinuca de bico. Uma coisa é certa: me cuidar 100% não vai dar MESMO. Vou fazer o possível para deixar meu pé quieto (ui, será?) e tomar os remédios para não sofrer uma infecção no local, analgésicos para dor e pé na tábua (ai).

E a primeira troca de curativo? Tive que soltar um xingamento pra aliviar aquela dor nauseante. A enfermeira riu. Ela sabia o que eu estava sentindo naquele momento. E de quebra, após o curativo, meu dedo foi imobilizado.
Fui ligar pro marido para que me buscasse. O visor do meu celular totalmente BRANCO. Desliguei, liguei novamente e nada. Tirei a bateria, voltei no lugar, dei tapa, liguei e religuei tantas vezes que perdi a conta. Bateu o desespero. Droga de celular, só me deixa na mão! Eu não sabia o número do Flávio porque faz dois dias que foi trocado. Ligar pra quem mais? Ah, sim, para a sogra. Mas que número é? Não sabia! Tudo estava na agenda do aparelho! Eu estava cega, muda, sozinha!

Com um celular desses, quem precisa de inimigo?


Saí do ambulatório, procurando uma lista e nada. Mudei de pavilhão, atrás da bendita. Tudo isso claro, andando igual a um zumbi do TWD!


Depois de muito procurar, me deram uma lista bem antiga, que de nada adiantava, pois o número dela também era relativamente novo, adquirido após aquela edição. Sem ter o que fazer, a quem recorrer, sem rumo, sentei na praça na frente do hospital e fiquei ali deixada à própria sorte. Então uma moça com uma bebezinha linda de 5 meses no colo veio puxar assunto comigo. Papo vai, papo vem, ela estava esperando o marido. Havia ligado para que a pegasse. E me ofereceu carona. Claro que aceitei né? Mas quando estava entrando no carro, bingo: meu celular tocou e fui salva pelo gongo. Mesmo porque o Flávio ia trabalhar e deixaria o Miguel na casa da mãe dele. Eu iria para lá com a carona, mas o que eu não sabia até então é que ela não estava em casa. Mais uma vez, eu ficaria na rua, sem ao menos ter as chaves da minha casa! Sim, porque o combinado era o Flávio me pegar após a consulta e não havia necessidade de carregar chaves. Mas eu não contava com esse defeito justo hoje no meu celular!
Por fim, tudo acabou dando certo e eu finalmente cheguei sã e salva na minha casa.

Quanto ao celular? Continua na mesma aquele FDP. Estou pensando em realizar meu grande sonho que é mandar ele sem dó na parede. Só preciso de um substituto. Eu juro que ainda faço isso e de quebra, piso em cima sambando feito Seu Madruga.



THE END

terça-feira, 22 de outubro de 2013

29 semanas. Mas já?

Meu Deus, pode até parecer clichê, mas lá vai: tá voando! Já estamos na 29ª semana! E claro, por mais que a gente saiba ou ao menos tenha idéia de como funciona, sempre fica aquele frio na barriga. Mesmo porque nada será igual, desde a gestação até o nascimento. Nem o meu Arthur será igual ao Miguel, enfim: medooooo!
Bom, vamos às novis pra você que me acompanha sempre né?

To quase saindo voando com esse barrigão. #29semanas

Leeeeembra quando eu fiz meu exame de curva glicêmica e o resultado foi meio obscuro? Quando retornei à consulta, a GO interpretou os índices como sendo indicadores de Diabetes Gestacional e me passou aquela dieta bem chata, na qual não se come carboidrato simples e tampouco doces. No início me descabelei e até chorei, porque sei bem o quanto é triste se privar daquilo que é gostoso. Pois bem. Eu comecei a botar meus neurônios para funcionar e acabei chegando a uma conclusão (por favor, não faça isso em casa): meti na cabeça que eu não estava diabética coisa nenhuma. Parei com a dieta e comecei a coletar os exames de glicemia duas vezes ao dia: sabe o que eu descobri? Que eu realmente estava certa e aquele primeiro exame provavelmente estava errado. E que o mais prudente a se fazer teria sido pedir novos testes.

Quer dizer que uma pessoa diabética, sem dieta alguma tem resultados como 87mg/dl em jejum e 111mg/dl após o almoço? Duvido, minha gente!

Mas eu vou dizer isso à GO na semana que vem. Por enquanto, vou adotar a seguinte posição: vou reunir mais resultados coletados diariamente e me ponderar, sem exageros na alimentação, porém não vou passar vontade. Não vou sair fazendo bolo e pudim, mas também não vou deixar de tomar um copo de suco ou comer um biscoito. Simples assim. Ahh, e quanto à minha pressão arterial, 10x7 tá bom né? Nem na do Miguel consegui valores tão bons para ela. E quer saber? Viva nóis! Uhuuul!


No restante das coisas, estou me sentindo como um pássaro construindo seu ninho. Fazendo tudo aos poucos, deixando tudo arrumadinho. Lavei várias peças de vestuário, banho, separei fraldas, a malinha está sendo montada, tudo com muito amor e uma certa antecedência, pois como eu disse anteriormente, tudo pode acontecer.
Gente, por hoje é só. Tendo novidades, eu volto para contar.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pré-natal na 28ª semana...

Hoje segunda-feira e estou entrando na 28ª semana de gestação. Venho aqui pra contar o resultado da consulta de hoje. Bom, até agora ganhei exatos 5 kg (engraçado que na balança que eu sempre me peso é menos, mas não vou morrer por causa disso também. Enfim... tomei duas vacinas, pedi um calmantezinho pra dormir (haja insônia senão), tenho uma US marcada para o fim do mês e....... quero dizer que os bolos de aniversário que ganhei na semana passada foram os últimos até o dia do nascimento do Arthur. Últimos, bolos, iogurtes, sorvetes, chocolates, Rato-Colas da vida e tudo o que tiver açúcar. Estou DIABÉTICA novamente e a GO me cortou absolutamente tudo o que é doce e PROIBIU qualquer adoçante. E ainda solicitou controle glicêmico 3 vezes por semana, 2 vezes ao dia. Resumindo: chateação em cima de chateação, volto a ser aquela tal 'gestante de risco'... Estou bem baqueada, sabe? Até chorei!
Vocês vão dizer aquele clichê de sempre: "acaba logo" (e NÃO, não acaba logo, é muito ruim a dieta de diabético  e dois meses passam a ser uma eternidade), ou ainda "é pelo bem do Arthur" e blablabla. É, eu sei que é pelo bem do bebê. E por isso e só por isso irei fazer tudo, assim como fiz na gestação do Miguel. Porque sou mulher, porque sou responsável e porque, acima de tudo, sou MÃE. Mas só por isso. Eu tô muito cabreruda. Poderia ser mais simples, mas não é. Enfim, hoje eu to bem down. Amanhã será um novo dia.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

24 semanas - Here we go!

Pois é,minha gente, mais um aniversário de barriga! Eis que chegamos à 24ª semana nesta segundona braba! Não sinto nada de diferente, que não seja o habitual cansaço, a falta de ar, as dorzinhas chatas no pé da barriga (que tá pedindo água por causa do tamanho), os desejos incontroláveis, essas coisinhas. Todos os sites especializados informam que nesta semana o bebê deve estar pesando cerca de meio kg, mas eu duvido, já que na última ecografia, feita quando eu estava com exatas 20 semanas (quase 1 mês atrás) já era apontado o peso de 451 gramas. Oras, se a cada semana o peso aumenta em torno de 90g, eu calculo que o pequeno Arthur esteja beirando os 800g (peso pesado da mamy).

24 semanas - Aqui mora um Rei.


Na semana passada, eu fui à uma consulta pré-natal e nela a GO solicitou a realização do teste de curva glicêmica, um dos exames mais temidos pelas mamães. Consegui para o dia seguinte. E lá fui eu, bem cedinho, querendo cavar um buraco na terra ao invés de entrar naquele laboratório. Não foi nada gostoso, confesso, mesmo porque minhas veias estavam meio "mocozadas" e só deram as caras em um braço. A fim de evitar picadas desnecessárias e veias perdidas, autorizei as coletas naquele braço somente. Das 7 às 11 presa numa saleta, lá fiquei eu sozinha e sem internet, sem revista, sem droga nenhuma pra fazer. Mas eu aguentei firme, viu? E sabe do mais? Eu não passei mal nenhuma vez! Não senti tontura, não senti nada! Acho que sou uma nova mulher! Mas também ajudou demais a biomédica ser uma fofa! Isso faz a diferença nas horas difíceis!
Um dos grandes vilões do exame - o xarope doce ao extremo, que você deve tomar sem vomitar, pra não perder o exame. 

A ânsia e a responsa de manter tudo dentro do estômago.

Pelo menos eu pude deitar um pouco - coisa que eu não consigo fazer na minha casa. 



Agora é só esperar o resultado, que deve sair amanhã, e torcer para que desta vez, o diabetes não tenha dado as caras!

sábado, 14 de setembro de 2013

Toxoplasmose - a culpa não é do gato



Tá vendo essa imagem acima? É o resultado da minha sorologia para toxoplasmose. Já é a segunda vez que faço o teste, e o resultado é sempre o mesmo: NEGATIVO. E tenho 10 gatos. Tenho e continuarei com eles até o fim! Sabe por quê? Porque eu sou uma mulher informada, porque eu não vou na onda da sabedoria bostular popular, que reza que gato dá asma (cuméquié?), que dá toxoplamose (oi, eu não como cocô, obrigada).
Gente, é tão difícil assim entender que o mais comum é você comer uma carninha mal passada, um pé de alface mal higienizado e aí sim, contrair a doença? Preciso desenhar que o gato não é esse vilão que todo mundo imagina? O que dizer das pessoas que nunca cruzaram o caminho de um gato e estão empesteadas com a doença?
Falta de informação faz mal! É por isso que eu vou, mais uma vez, mostrar aqui e aqui (e existem outras postagens no meu blog, basta procurar por assunto na nuvem aqui na lateral esquerda da página).
Espero de uma vez por todas, esclarecer o maior número de pessoas que eu conseguir, numa luta incansável pela correção deste equívoco. E saiba que, se o seu médico insiste em mandar você ficar longe do seu bichano, ele provavelmente parou no tempo e não está se atualizando. Fuja dele! A próxima vítima pode ser você!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Pré-natal


Bah, se tem coisa que eu o-d-e-i-o é dia de pré-natal. Uma pelo fato de madrugar e ficar ali esperando a vez de ser atendida. Outra, pelas surpresas que o momento reserva. Hoje tive duas bem chatonildas.

Mas vamos começar falando que a pressão arterial hoje pela manhã estava boa (12x8), embora sempre suba mais tarde caso eu me mexa muito. Que me peso não aumentou muito (3kg até agora), que o restante dos exames (toxoplasmose, hepatite, HIV e tireóide) tudo normalzinho. Até aí é o lado bom, mas...

Eu sinto dores, eu sinto falta de ar, eu sinto vertigens. Diante do quadro, a doutora achou melhor não ficar no achismo e resolveu ver "mais de perto" se existia algum problema maior. Foi então que eu levei um cutuco na minha tela touchscreen...


Pohan, mas 23 semanas e já tomando dedada? Pois é, ela achou melhor verificar a situação do colo do útero, pra descartar qualquer possibilidade de estar em trabalho de parto precoce. Pelo menos está tudo em ordem.
Fora isso, a outra coisa desagradável foi que ela me pediu pra fazer aquele exame duzinferno: a curva glicêmica. Isso significa que em jejum vou levar uma picada, depois tomar aquele liquidozinho dukarvalho, levar mais uma picada e mais outra. E ficar trancafiada no laboratório por horas a fio. Eita, como grávida sofre!
No mais é isso, não tenho nada a acrescentar. Pré-natal é sempre uó mesmo.





terça-feira, 20 de agosto de 2013

Gatinho a bordo

Contrariando a tabela chinesa, as simpatias para "descobrir" o sexo, o "sexto sentido" da mamãe, a premonição do Miguel, o palpite popular, os sintomas que "revelariam" uma possibilidade de ser deste ou daquele sexo, o famoso "formato da barriga" e todos os demais indícios... 


O meu bebê tem um "tico". A primeira coisa que ele mostrou foi o pipi. É um meninão! E nos deu um olé e tanto né, gente? Confesso que levei um sustão daqueles, eu estava certa de que seria a Maluzinha. Pois pouquíssima gente acertou o palpite. Agora nosso mundo é totalmente BLUE! To cercada de homens! 


A descoberta
Não vou também negar que assim, de cara, levei um choque e senti até uma certa decepção. É que eu queria demais uma mocinha. Queríamos, aliás, o pai e eu. Mordi o canto do lábio até, mas logo que comecei a ver ali cada pedacinho do corpinho dele, seu coraçãozinho, suas mãozinhas, seus pezinhos dobrando preguiçosamente, seu corpinho perfeito....ah, me derreti e até esqueci da Malu. Então comecei a imaginar tudo o que esses dois meninos irão aprontar. Já me animei. Afinal, também não posso esquecer que tenho experiência no bailado! 

Sobre ele...
Pesando 341 gramas, medindo aproximadamente 15cm, é perfeitinho e tem tudo no lugar. O médico disse: "vai ser grande". Coraçãozinho acelerado, mas bem preguiçosinho no seu primeiro bercinho. Tudo em perfeita harmonia aqui dentro!
Vai chegar até dia 6 de janeiro pra fazer companhia a seu irmão mais velho, irão aprontar poucas e boas.
Agora, vamos sentar e escolher o nome, que decidimos, não será Rafael nem Enzo. 


20 semanas. Barriga de meninO.



terça-feira, 13 de agosto de 2013

19 semanas

Ontem fui à consulta pré-natal e as notícias são boas.
A pressão está controlada (para tal, tomo medicamento, maneiro nas emoções e nas atividades mais agitadas) e meus exames estão normais, exceto uma infecçãozinha de urina já tratada. Ganhei apenas 500 g de peso em um mês (1.800 kg até agora!) e o crescimento do bebê está normal. Aliás, sei que isso não se faz e blablabla, mas eu peguei meu cartãozinho de gestante da gravidez do Miguel e coincidentemente, eu fiz um pré-natal com 18 semanas e 6 dias, ou seja com apenas 1 dia de diferença com relação a esta consulta. E as nossas alturas uterinas estão idênticas! Ou seja, 18 cm para as duas barrigas, o que mais uma vez me leva a crer que teremos aí um belo e vistoso barrigão!


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Ultrassom - o encontro

Hoje foi aquele dia esperado em que a gente passa contando as horas e os segundos para que chegue logo. Dá coceira, dá comichão, dá de tudo pra quem espera com ansiedade. Ainda mais que, com 17 semanas, eu tinha grandes chances de conhecer o sexo do meu filhote.
Que engano! De tudo o que tanto ansiava, deu para saber que a saúde está normal, e isso já me trouxe um grande alívio. Mais alívio ainda em saber que só tem 1 aqui dentro, hahahahahah.
Mas na hora de olhar lá embaixo, o bebê já se mostrou tinhoso: não deu moleza, fechou, escondeu, mascarou. Cobriu o documento com o cordão umbilical e fechou as pernas. Com todo esse pudor, espero que seja uma menina né? Se for, já dá pra ver, não será uma periguete, será mocinha boa, hahahahaha!
Brincadeiras à parte, entramos hoje na 17ª semana, tirando a pressão alta (monitorada e medicada), tudo está caminhando. Miguel insiste em dizer que teremos uma "ninina" e eu penso em inaugurar um novo negócio, no ramo de previsões, caso ele acerte o palpite, hehehehe.

Aqui está uma imagem printada do vídeo que fiz da US para que conheçam meu Buzuzú nº 2. A primeira imagem, pode notar, já revela o rostinho. Vai ser lindo(a) né não?


quinta-feira, 25 de julho de 2013

O hemograma

O temido dia chegou. Desta vez, temido por dois motivos: pelo exame em si, que é meu maior pesadelo - detesto agulhas - e pelo frio cortante que está fazendo nos últimos dias. Como se não bastasse, o horário foi de phoder: 6 da matina no posto de coleta.
Estava tudo escuro, uma friaca de abalar o esqueleto. E lá estava eu, no meu figurino super-sexy! Gente, eu fui de pijama! Eu tinha que escolher entre ir bonitinha e ir quentinha. E claro, a segunda opção venceu disparado. Fui com meu super-duper moletom verde com touca e mais umas trocentas blusas por baixo. Pra completar o visu, um pretíssimo par de All Star nos pés e estava pronta para correr pro abraço.


Esperei minha vez com a resignação de um boi que vai pro abate. Então, ao ser chamada, fui entrando na saleta e dizendo, com voz chorosa:
"-Bom dia! Por favor, vai com carinho que eu tenho medo."
Detalhe: eu estava bem estressada porque a mocinha que entrou antes que eu CAPOTOU. E olha, ela tinha acompanhante. Já eu, pobre de mim, estava só e desamparada. Mas encarei. Pensei: "Enfrentei um parto, por que não uma furadinha?"
Entreguei os 3 tubos para a enfermeira, sentei na cadeira do crime, arregacei a manga e esperei. Pra onde eu olhava, tudo denunciava a tortura que estava por vir. Então a moça diz: "-Vai sentir uma picadinha!"


Porra, picadinha? Mas e esse rio de sangue que vão tirar de mim, não conta? Corre que é uma cilada, Bino!
Mas eu, muito Fêmea-Alfa que sou, fiz cara de "to cagando e andando" e apenas murmurei: "Tá".
Aquela agulha entrou e começou a chupança. Eu sentia minha veia queimando. E meu rosto também. Aliás, páreo duro saber o que queimava mais naquele instante, que pra mim durou horas! Veja só a minha situação, suportar tudo aquilo sem gritar o famoso "cacete de agulha" e ainda segurar a onda. A essa altura do campeonato, meus ouvidos começaram a zumbir, indicando que eu capotaria em instantes. Então a voz da enfermeira soou um doce: "-Pronto, terminou". Saí abobalhada e sentei num  banco ali mesmo na saleta. Eu estava branquinha feito paina, foi o que me disseram. Dei um tempo e saí vazada daquele lugar. Mas saí feliz da vida, porque pela primeira vez NA VIDA eu fui sozinha tirar sangue, não desmaiei, não chorei e resisti até o fim!
Gente, eu já sou mocinha agora, hihihihihih! Mamãe teria orgulho de mim!

Eis meu troféu!



quinta-feira, 11 de julho de 2013

Indo à consulta

Depois de tanto esperar, finalmente chegou o dia da primeira consulta (pois é, um mês de espera). Rotina conhecida de quem já engravidou, não preciso detalhar. A não ser que, descontente com a minha já notável barriga gravídica aparecendo e o teste com um positivo em mãos, a enfermeira pediu um novo teste de urina, ali mesmo. Logo eu que já não tinha mais uma gota de xixi pra botar pra fora, muito menos ali no banheiro de um PAS. Sofro de bloqueio nessas situações. E gente, o banheiro era no meio da fila, uma muvuca na porta e eu jamais conseguiria ali. Catei o potinho e voltei pra casa. Aí curiosamente o xixi saiu.
Vitoriosa, adentrei o postinho com o líquido sagrado em mãos e fizemos o teste ali, em cima da mesa da atendente (éca) e novamente eu vi os dois risquinhos aparecendo. Fiz aquela cara de "tá vendo, eu disse". Consulta realizada, eis o saldo:
Metildopa 12/12h. É, gente. Vai começar tudo outra vez, hipertensãozinha reinando novamente. Mas eu já sei como é, tiro de letra. Agora é esperar a data da ultrassonografia! Ansiosa!

13 semanas e já aparece muito

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Pré Natal

Coraaaaaaaagem, vai começar tudo outra vez...

Depender do SUS é sempre aquela dureza de aturar. Mas já que não tem outra saída melhor para o momento, Here I Go Again, baby. E depois de um mês após marcar, é chegada a hora da minha primeira consulta. Sim, a primeira consulta com minhas estimadas 14 semanas. O bom de tudo isso, apesar dos pesares, é que eu consegui com a GO que cuidou de mim e do Miguel e que é boa pra caramba. Isso ao menos me consola.
Então amanhã é dia de cair da cama e rumar pro postinho, sentar a bunda na cadeira e esperar, esperar, esperar (afinal, SUS é sinônimo de demora) e ainda por cima sair com aquele calhamaço de guias para os terríveis exames. Que Allah me proteja!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Presentinho de grego

No dia 03 de dezembro, fizemos a festinha em comemoração ao primeiro ano de vida do Miguel. Aconteceu uma semana antes, por questões de logística, mas foi também pura sorte. Vou explicar melhor.
É que no dia seguinte à festa, Miguel madrugou. Mas de uma forma terrível, ardendo em febre. Estava com 38,8º. Dei um antitérmico e botei ele entre nó na cama para repousar. Uma hora depois, fui verificar a temperatura e gelei: passava dos 39,5º.
"-Bota uma roupa, corre!" - foi a única coisa que disse pro Flávio.
Atarantados com a péssima novidade, saímos às 7 da manhã do domingo rumo ao pronto atendimento. Lá, fomos atendidos pelo pediatra que odeio. Um velho gagá, nojento, grosseiro, que juro não saber o que ainda faz lá. Ele diagnosticou gripe e passou uma lista de remédios.
Mas a febre do Miguel não baixava nunca. Na segunda-feira, consegui uma consulta com o pediatra do Miguel. Lá fomos nós outra vez, carregando o menino, ardendo em febre. O diagnóstico: exantema súbito (vulgo roséola). É uma virose que acomete crianças em tenra idade, provocando febres altíssimas, falta de apetite, irritação e no fim, a queda repentina da febre dá lugar a um monte de pintas pelo corpo.
Pediu também um hemograma e uma urocultura, para ver se havia mais alguma patologia. Felizmente, os exames deram todos normais e o diagnóstico estava correto. Era só esperar. Hoje, quinta-feira, a febre do Miguel está extinta, as pintas mancharam todo seu corpo e ele não quer saber de comer. Perdeu bastante peso e está muito irritado, chorando e dando muito trabalho. Espero apenas que a doença acabe logo. Sei que está no fim, mas é muito sofrimento para todos. Principalmente para ele, que não come e está nervoso e para mim, que estou cansada disso tudo!
Pois é, esse foi o presentinho de grego de um aninho do meu Mimi! Agora, e se a festinha fosse dia 10? Não aconteceria!


Pobrezinho, todo manchadinho e chorando muito. Esse é o quadro do Miguel esses dias. 


sexta-feira, 29 de abril de 2011

A fila andou... a casa caiu, mano!

Não, não foi a fila do Flávio que andou, hehehe... o que andou foi a tal fila do SUS onde o Miguel esteve inscrito para a cirurgia na hérnia inguinal, alguém aqui se lembra?
Pois é, mano. A casa caiu pro nosso lado. Essa semana, ligaram da Secrataria da Saúde dizendo que é pra levar o Miguel para nova consulta na sexta que vem, dia 6 de maio. Vão reexaminar para ver se realmente essa hérnia existe. Quer saber? Duvido que exista, porque desde aquele dia no finalzinho de janeiro em que o médico diagnosticou essa maldita hérnia, que eu vigio o saco do Miguel. Sim, eu me transformei na vigilante da bolsa escrotal, hahahahahha! Toda troca de fralda, lá vou eu cutucar as bolotas do menino e nunca mais encontrei nada! Passei por dois pediatras diferentes, também nenhum encontrou a "mardita". Existe uma chance gigante de o diagnóstico de hérnia ter sido um tremendo engano. E eu estou torcendo por isso, não tenho um pingo de vontade de ver o Miguel entrando num Centro Cirúrgico. É dor demais para uma mãezinha...
Dentro de uma semana a agonia acaba. Não há de ser nada!!!!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O mega blaster susto que fez mamy's chorar

Ontem eu fiz aqui um desabafo. Digitado às duras penas, maior parte com apenas uma mão - porque a outra acalentava o inconsolável neném...
O Mimi's chorou tanto, mas tanto, que ficou rouco. E meu, pode falar o que for, que mãe não pode chorar junto e tals... mas eu chorei, e muito. Me doía ver o pobrezinho tão angustiado! Então liguei aos prantos pro maridão, sei lá, me dar uma luz... e pedi para que ele tentasse adiantar a consulta no pedi. Ele conseguiu para o final da tarde. 
Lá no consultório, Mimi foi examinado e pesado (ele ganhou mais 460g - isso em uma semana). Na apalpação, bem na parte onde a gente fala que é a "boca do estômago", havia uma bolinha. E essa maledeta poderia ser a tal "oliva", presente quando há estenose hipertrófica do piloro. E poderia também ser um músculo mais levantadinho pela agitação do menino. A verdade é que a hipótese foi sim, levantada. E o tratamento dessa merda de doença é cirúrgico. Pronto. Meu mundo caiu (como cantava Maysa). Não chorei lá de vergonha, mas como mãe é um bicho feito de coração e lágrimas, chegando em casa eu derreti. Eu não parava de pensar no assunto. Eu nem postei nada aqui porque de boa, sem cabeça pra mais nada a não ser rezar e chorar...
Como o pediatra já havia antes mesmo do exame clínico desconfiado desse problema, nos pediu um exame para ir adiantando o diagnóstico: a radiografia com constraste do estômago, esôfago e duodeno. Esse exame foi marcado para hoje pela manhã. O Mimi ficou em jejum desde as 3 da matina, imaginem só a fome que ele acordou! Mas mais uma vez, sofri muito porque eu via ele pedir tetão e não podia dar, de jeito nenhum!
Levantei, higienizei as peitcha e me ordenhei (precisa levar uma mamadeira com leite e uma vazia).
Já na clínica de diagnósticos, pegaram as mamadeiras e devolveram a vazia com o contraste - parecia latex de pintar parede - e disseram que era pra ele tomar tudo. Como se não bastasse, ao terminar a primeira, mandaram eu dar mais um tanto. Na sala do exame, deitamos o Miguel numa mesa e colocamos o avental de chumbo. E o exame começou. Click, click, click, e as imagens foram aparecendo na tela. Na hora, o radiografista já cantou a bola: ele tem só refluxo, não tem estenose.
Após o término do exame, esperamos mais 40 minutos, e o laudo ficou pronto. 
Ufa, parece que tiraram um tanque de guerra de cima da minha cabeça! O Miguel é perfeito por dentro, o que ele tem é mesmo o refluxo e nada mais! Não que refluxo seja bom, mas pelo menos, não necessita de cirurgia. Nem gosto de pensar no meu 'princeso' numa sala de cirurgia. Bate na madeira, 3 vezes!
As radiografias

O diagnóstico

Já liguei pro pediatra, passei o resultado do laudo e ainda contei que o contraste, que é mais viscoso, o Miguel não regurgitou. Já meu leite, que ele mamou mais tarde, ele blééérgh! Mandou pra fora rapidão. De repente, ou ele tem intolerância ao meu leite, ou ele segurou o contraste porque é mais grosso, enfim... vamos começar então fazendo uns ajustes na minha dieta (faz uma semana que troquei leite de vaca pelo de soja, cortei mate, café e uma pá de coisinhas) e a introdução de um novo medicamento.
Tenho fé agora, de que o diagnóstico é esse mesmo, sem chance de ser mais nada, e que o tratamento está sendo feito e não demora a surtir efeito! Viva!!! Glória a Deus!
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Só para concluir, hoje Miguel está calminho e dormindo bem gostosinho...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

"Papo furado" de uma grávida virada no Jiraya

Andei checando que meu blog está bem internacional (acessos dos EUA, Japão, Portugal, França, Suiça e Oriente Médio) e muito nacional (Brasil, de Oiapoque a Chuí - obrigada, obrigada!!!), então começo com um grande BOM DIA, um grande BOA TARDE e um grande BOA NOITE, respeitando assim todo e qualquer fuso-horário que esteja vigorando no momento do acesso.

Para dar início, venho relatar que hoje bem cedinho, tomei a enésima furada na veia, para repetir os exames para rubéola, sífilis, toxoplasmose, lalala, lelele e lilili. Dueeeeuuu. Mas eu sobrevivi. Estou ficando forte feito um touro, muuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!!
Só que às 13 horas, eu tinha mais um exame, o anti-HIV. E eu toda P da Vida, achando que meu pobre bracinho iria ficar só a peneira hoje, de novo. 
Chego lá no CTA (Centro de Testes) e logo me enfiam numa saleta de palestra. Ah, vão querer ensinar o padrenosso pro vigário? Falaram lá como se pega DST. Eu sei como se pega, e fazendo macarronada garanto que não é. 
Mostraram cartazes; "Isso é um Bilau com crista de galo", "Isso é uma Biloca com clamídia". Aham, se não me mostrasse eu nunca saberia, valeu por exibir tantas genitálias murchas, perebentas e meladas de secreções fervilhando de vírus. Écaaa, eu tinha acabado de almoçar! Mas tinha que encarar aquilo ali e ponto final.
Logo após, me levaram pra uma salinha, me deram um formulário para preencher e veio a surpresa: o teste é feito com um furo no dedo, e a gota de sangue é colocada numa canetinha estilo teste de gravidez. 
Positivamente que deu negativo, uhhh! Também pudera! Lá atrás, naquela bateria de testes iniciais da gestação, eu já fui testada para diversas doenças, inclusive AIDS, tudo negativo. E depois daquilo, só se eu peguei por osmose, pois vieram as complicações, o "celibato", aquilo que todos aqui estão carecas de saber.
Bom, com isso espero de coração que a próxima picada seja aquela na coluna (não que eu queira, mas.....) para a chegada do Miguel, que eu não aguento mais tanto exame.
Só de exame de urina, a quantidade coletada daria pra abastecer uma cidade do tamanho de Campinas por três semanas. Agora quero saber por que é que ninguém quis mais cocô, ahaihaihaihaihaiha!


Saindo do assunto exame e entrando em uma outra questão.
Faz tempo que eu quero falar sobre isso, e tenho protelado, por pura preguiça de falar tudo. E nem sei se vou conseguir.
Grávidas e mulheres recém paridas são perseguidas feito bruxas na época da inquisição. Quem nos persegue são pessoas cujas línguas não cabem dentro da própria cavidade oral, cujas línguas coçam para falar bobagem, e cujos cérebros vivem a maquinar inverdades sobre nós, pobres mamãezinhas. Trocando em miúdo: SOMOS TRATADAS FEITO IDIOTAS.
Engraçado como toda mulher em situação de gestação e puerpério de repente se tornam imprestáveis, burras, irresponsáveis. Sim, a mãe de primeira viagem, em tese (na tese de quem nos persegue), não tem o direito de cuidar do umbigo do bebê senão vai dar uma infecção e a criança morreeee, é bom entregar pro curandeiro da vila! 
Que mãe não pode dar o primeiro banho, porque é bem capaz que a criança morra afogada ou na melhor das hipóteses, seja derrubada de cabeça no chão.
A mãe não pode olhar um cachorro na rua senão a criança nasce com a cara do dito cujo (e sabe lá se não irá latir e comer o pé da mesa).  
A mãe não pode soltar um peido, senão a criança nasce com pés de porco e chifres de veado
É um desfile de ridículos não pode, você não sabe, você não consegue, não é capaz, que juro, a gente precisa fazer "força de cocô" pra não voar na jugular de alguém. O pior ainda, é que muitos dos que fazem isso, nunca sequer gerou uma vida, nunca pariu, nunca trocou uma fralda melada, não sabe o que é um mecônio e jamais fez um ultrassom! E mesmo assim, se acham no "dever" de nos alertar sobre "o quanto é desesperador ser mãe". Ora, faça-me o favor. Desde que o mundo é mundo, todos os dias, muitas mães se graduam na faculdade da vida! Todo dia se aprende algo novo, todo dia a mulher se descobre capaz de gerar e manter uma vidinha, que chamamos por aqui de FILHOS. 


Chegaaaa! Basta! 
Vamos rasgar nossos soutiens e declarar liberdade! Vamos aniquilar com esse falatório inútil, mostrar que somos capazes de fazer tudo e muito mais! Que não nascemos ontem, que temos condição de perguntar se precisarmos, e estamos sempre dispostas a aprender o correto! Que nossos bebês não morrerão por inanição, nem infecção, nem nada dessas barbaridades.
O assunto renderia muito ainda, tem a questão do bebê com cheiro de bafo porque vive com a cara cheia de saliva alheia, que fica irritado por passar de mão em mão como se fosse a tocha olímpica, e na hora de dormir, fica fazendo manha (e claro, todo mundo some na hora do vamo vê) mas aí eu venho outra hora que eu estiver bem com a macaca, e falo sobre isso também.  
Por hoje é só, ou pelo menos eu acho que é. Se dependesse de mim, postaria duzentas vezes ao dia, pois como diz o ditado, mente vazia, oficina del diavolo. Ficar aqui na cama o dia todo dá nisso, excesso de criatividade e vontade de arrancar casquinha de ferida. Fui!!!!!!!!!!