Daí que estamos felizes, assustados e de queixo caído com a astúcia desse carinha aqui...Nesse final de semana, Miguel se revelou um menino inteligente e cheio de opinião, além, claro, do aprendizado diário. Vamos começar do começo pra vocês entenderem.
Sexta-feira, dia 24 de junho - meu marido pegou um diazinho de folga pra correr atrás das coisas da nossa construção. E nesse dia, seria feita a escolha da tinta da fachada da casa. Claro, eu fui junto pra dar aquela assistência. E Miguel sempre vai também (esse menino ainda vai ser engenheiro, escrevam o que eu to dizendo).Nesse trololó, acabou ficando tarde demais pra eu fazer a papinha dele. Nessa hora, pra que a gente apela? Pras papinhas prontas, uma mão na roda. Não que eu tenha intenção de basear a alimentação dele nessas papinhas industrializadas, mas é sempre bom ter umas à mão para momentos como esses. Comprei a de mandioquinha, peru e macarrão e ele simplesmente amou. Comeu muito e ainda chorou por mais.
Sábado, dia 25 de junho - mais um dia de correria intensa, fazer permuta de materiais e comprar outras coisinhas mais. Novamente, chegaria em casa tarde demais para ir pro fogão. Novamente uma papinha Nestlé, dessa vez carne com legumes. O garoto traçou tudo sentadinho no banco de trás do carro. À noite, teve casório pra ir, ele se comportou muito bem, obrigada. Mesmo assim, fui embora muito cedo porque o som estava muito alto e ele dava uns pulos de susto. Ô, dó.
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| No casamento, verificando a disponibilidade do tetê. |
Domingo, 26 de junho - Miguel acorda todo bonzinho, depois de a mamãe sofrer a noite toda com picadas de pernilongo (no quarto dele não tem, ainda bem). Eu havia no meio da madrugada, me mudado pro sofá da sala, cansada de acender a luz a noite toda em busca do inseto do demo. Matei quatro e ainda assim, vinham outros cantar na minha orelha. Como eu estava o pó, pedi arrego e o papai ajudou um tico. Ficou na retaguarda enquanto eu fazia a papinha do Mimi. Numa dessas, o Flávio foi trocar a fralda do filhão (aliás, o cocô dele tá o maior barato, parece massa de cajuzinho) e pediu beijo ao Miguel. E smack, Miguel soltou um beijinho meio troncho no ar. E Flávio fez smack, pediu outro beijo. E Miguel respondeu com beijinho no ar. Quando me contou, eu não acreditei. "Imagina, não é pra tanto, bem..." E incrédula, fui tirar a prova dos 9.
"Miguel, manda beijo". E ele: "SMACK". Aaaaaai, quase fiz xixi nas calças de tanta alegria! Meu filhote aprendeu a mandar bitocas! Ahahaha, que coisa linda!
Daí o dia foi passando, passando, papai foi pintar o pé-direito da casa e eu fiquei sozinha com Miguel, fazendo malabarismos, engolindo tochas, tudo pra distrair o pequeno ligado no 220.
Mais à noitinha, fomos ao mercado, eu precisava pegar mais frutas e alguns ingredientes para a sopinha dele. Peguei um carrinho e fui para um lado, enquanto o Flávio pegou outro, com bebê conforto, e foi para outro canto. O Flávio resolveu comprar alguns potinhos de papinha pra estocar. Quando o Miguel viu o potinho na mão do papi, ficou enlouquecido! Reconheceu a embalagem, dá pra acreditar? É, nem eu acreditei! Mas o Miguel reconheceu e quis porque quis pegar o vidrinho. Flávio deu na mão dele e então Miguel quase experimentou o nirvana! Só não chegou lá porque o pote continuou fechadinho. O Flávio precisava tirar dele, porque é vidro, e a combinação bebê + vidro não é nada legal! Miguel abriu o chororô. E o papai, abestalhado com aquilo, correu para o corredor de artigos de festa, bem coloridos, e deu em troca do pote um pacotinho de forminhas de brigadeiro. Pronto, estava resolvido o problema. Estaria, se o Flávio não inventasse de dar em troca pelas forminhas uma bola de futebol vermelha cheia de brilhos e carros de corrida. Só que não estava em nossos planos levar essa bola. Tentei substituir por uma baratinha tipo dente de leite. O Miguel empurrou sem dó. Dei uma do Piu-Piu. Nem olhou. Tirei a vermelha e ele esticava as mãos. Queria aquela. Tentei uma do Looney Tunes. Ele até pegou na bola, estudou, analisou e deu o veredito: queria a vermelha. Nessa hora a gente descobriu que o Miguel é muito inteligente, tem opinião formada e sabe muito bem o que quer. E lá fomos nós três para o caixa, Miguel com a tão querida bola vermelha na mão, vitorioso, e nós com cara de palerma. Nosso filho havia escolhido seu primeiro presente. Se com 6 meses tá assim....aff, é pacabá!
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A eleita.
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